23/07/2015 - Pesquisa recente revela que estresse pode causar à morte

Considerado o mal do século 21, o estresse atualmente é mais comum do que imaginamos. A psicóloga americana Kelly McGonial, especialista em estresse, apresenta em sua palestra um estudo realizado nos EUA, que acompanhou mais de 30 mil adultos durante oito anos. O resultado foi que as pessoas que passaram por situações de grande estresse aumentaram em 43% o risco de morte.

Cientificamente comprovado, o estresse é a doença que mais desencadeia doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e é considerada a principal causa de morte no Brasil. Tornando-o assim, o segundo país com os mais altos níveis de estresse entre a população mundial, perdendo apenas para o Japão, é o que relata a pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a farmacêutica Bayer HealthCare.

A alta taxa de incidência da doença pode ser atribuída a diversos motivos, um deles é o advento da tecnologia que fez com que o homem ficasse a ser cada vez mais controlado e dependente do relógio, do celular, dos e-mails do dia-dia, do SMS, etc. A rotina acelerada presenteia o ser humano com horas de sono perdido, além dos fatores urbanos, que também influenciam no desencadeamento do estresse, como mais de quatro horas perdidas para ir e voltar ao trabalho e transporte público de má qualidade.

Sérgio Lima, médico psiquiatra pela Unifesp e Mestre em psicologia social pela PUC, explica o que é o estresse e quais são os principais sintomas que os pacientes costumam apresentar: “Estresse é toda e qualquer reação mental ou física feita para dar conta de uma mudança de estilo de vida ou uma situação que resulta em uma ruptura de uma maneira de lidar com a vida ocasionada por um fator externo ou seja pelo ambiente. Dentro dos sintomas e sinais estão insônia, diminuição da iniciativa para fazer coisas básicas, descuido com a aparência e com afazeres simples que fazia facilmente no passado, ansiedade e angústia de que algo ruim venha a acontecer, cansaço excessivo e sonolência diurna. ”

O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. As medicações são prescritas de acordo com os sintomas que o paciente apresenta, elas podem ter função de controle da ansiedade, insônia e depressão. As psicoterapias também são uma alternativa. Destas, as que apresentam um resultado mais rápido, ou seja, as psicoterapias breves, as que são realizadas num período de 6 a 15 sessões, são as mais efetivas.

Para evitar padecer deste mal, Sérgio Lima deixa uma dica importante para se prevenir. “Se você apresentar algum sintoma busque estratégias para diminuir seu desgaste através da descoberta do que lhe dá saúde mental. Há pessoas que gostam de música, esporte, ou vivências sociais. Observe o que lhe deixa menos estressado e reserve um tempo da sua semana para se dedicar a isso.”

Você pode mudar pequenos hábitos e deixar sua vida mais saudável, livre do stress diário. Hoje técnicas de meditação e artes marciais têm sido usadas para tratar e auxiliar pessoas submetidas a estresse continuado, além do tratamento especializado. 

 

Da Assessoria

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