23/09/2014 - Depois de registrar maior cheia em 23 anos, Rio Paraguai preocupa com seca; como no Araguaia


O Rio Paraguai agora chama a atenção. Depois de registrar a maior cheia em 23 anos, no mês de março, com 5,78 metros de profundidade em Cáceres, no Oeste do Estado, agora o rio está quase seco.  Na sexta-feira (19), a régua da Marinha, instalada no município, media 1,15 metros. Volume quatro vezes menos que em 6 meses. A Agência Fluvial informa que o rio está secando em média, cinco centímetros por dia.

 

Apesar da marca preocupante, o Rio àraguai ainda está acima do menor volume registrado, no mês de abril de 2013, quando chegou à marca de 67 centímetros, considerada a maior seca dos últimos 35 anos.

 

A situação preocupa. No outro extremo de Mato Grosso, na divisa com Goiás, um dos rios mais famosos do Brasil, o Araguaia  também está com o seu nível muito baixo devido o período de estiagem. Segundo o a Agência Nacional de Águas (ANA), o nível do Rio Araguaia marcou apenas 2,75 metros no município de São Félix do Araguaia, uma das principais cidades turísticas as margens do Araguaia. A aparência era de deserto.

 

A baixa da água no Rio Paraguai também é resultado do longo período de estiagem. Não chove em Cáceres há mais de três meses. A última chuva ocorreu no dia 15 de junho. No dia, conforme o instituto Clima Tempo, choveu na cidade cerca de 33 milímetros. Em alguns trechos do rio, a situação é considerada crítica. Os barcos hotéis navegam com atenção redobrada. Alguns estão evitando fazer o percurso temendo encalhe. “É preciso muita experiência para navegar em um canal seco e que muda constantemente” observou Cleris Tubino, da Associação Ambientalista, Empresarial e Turística de Cáceres (Asatec).

 

Nas proximidades da localidade da Baiazinha, no trecho entre Cáceres e a localidade de “Morro Pelado” a 100 quilômetros do município, a Administradora da Hidrovia do Rio Paraguai – AHIPAR realiza manutenção da hidrovia, removendo bancos de areia nos trechos sinuosos do rio para facilitar a navegação de grandes embarcações. O trabalho autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é feito de forma cautelosa para evitar impacto ao meio ambiente.

 

Alguns incidentes já ocorrem pela seca, em razão do longo período da estiagem. A 100 quilômetros abaixo do rio Paraguai, uma turbina que seria levada para Usina Hidrelétrica de Teles Pires, em Paranaíta, no norte do Estado, está retida há quase um mês. Pesando 378 toneladas, o transporte do equipamento foi paralisado devido ao baixo volume de água no local. Temendo ficar encalhado, o comando da embarcação que fazia o transporte, suspendeu a viagem e atracou o equipamento a margem do rio, até que haja condição de navegabilidade.

 

A AHIPAR trabalha para evitar novos incidentes. Em 2012, o barco “Ieiè”, com 30 turistas abordo encalhou no trecho conhecido como “Beiçudo”, onde o leito deslocou-se do centro para a margem direita do rio. Outras três embarcações também bateram nos bancos de areia no mesmo local. Logo abaixo, no “Morro Pelado”, o barco de turismo São Lucas interrompeu a viagem após furar o casco ao bater em uma pedra.

 

O rio Paraguai, nas épocas de cheias, é altamente viável para a navegação, entretanto, nos períodos de estiagem, ela fica comprometida com o aparecimento de bancos de areia. De acordo com dados da Administração da Hidrovia do Paraguai (AHIPAR), mais de 6 milhões de toneladas de cargas são transportadas pela Hidrovia todos os anos. São transportados principalmente minérios de ferro e manganês a longa distância. 

 

 

 

Sinézio Alcântara | de Cáceres

Comentários

Data: 24/09/2014

De: patrao

Assunto: 40

É 12. É 40.

SOU MARINA PRESIDENTE. 40

Data: 23/09/2014

De: PATRAO

Assunto: MEIO AMBIENTE

POR ISSO VOU VOTAR NA MARINA,DESMATAMENTO ZERO.

Novo comentário