24/01/2011 - 11h00 Mais de 300 perambulam pelas ruas de Cuiabá sem casa

Relatório da Operação Jingle Bell, realizada entre o final do ano passado e o começo de 2011, apresentou um  total de 314 pessoas, “morando” nas ruas de Cuiabá. São crianças, adultos homens e mulheres e idosos das mais variadas faixas de idade, que declaram não terem residência fixa. A maioria veio de outros estados ou do interior de Mato Grosso, mas há também pessoas da própria cidade sem ter para onde ir, segundo o levantamento.

 Na operação a Secretaria de  Assistência Social e Desenvolvimento Humano de Cuiabá encaminhou 77 pessoas que pediram ajuda para se reintegrar às suas famílias. Ao todo,  171 foram levados para albergues públicos e 39 pediram ajuda para voltar para suas cidades/estados de origem.

Com base na demanda registrada neste período a SMASDH informou que está estruturando o projeto, que pretende reunir entidades e instituições para um trabalho conjunto visando à criação de mecanismos para conter e minorar os problemas sociais que  se verificam nas ruas de Cuiabá, e evitar o agravamento devido à movimentação que se espera com os jogos da Copa 2014.

No ano passado, uma  pesquisa realizada em 71 cidades, mostrou que 31.022 pessoas adultas encontravam-se em situação de rua em todo o Brasil. O estudo foi realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 23 capitais e em cidades com mais de 300 mil habitantes. Entre estes moradores, 69% dormem nas ruas, 22% em albergues e 8% revezam entre ruas e albergues.

A questão é antiga. No caso de Cuiabá, um dos maiores problemas é com as pessoas em trânsito que vêm de outros estados ou cidades para trabalhar e se deparam com condições precárias de trabalho. O governo federal faz o repasse de verbas, mas a demanda é grande e as demais prefeituras do interior não contribuem, apenas nos encaminham seus moradores.

Outro dado preocupante diz respeito a quantidade de pessoas com problemas de saúde, físicos ou mentais, que não recebem ajuda da família e não conseguem auxílio do Estado. Muitos deles acabam ajudando a ampliar as estatísticas dos chamados “moradores de rua”.

Hebert Almeida
Redação 24 Horas News