24/01/2012 - Polícia apreende porco-do-mato na casa de cabo da PM preso em MT

 

Animal silvestre era domesticado e já tinha oito anos, segundo delegada.
Policial foi preso suspeito de abusar sexualmente de oito adolescentes.

Um cateto que era criado em casa pelo cabo da Polícia Militar de 57 anos preso na semana passada suspeito de explorar sexualmente oito adolescentes foi apreendido pela Polícia Civil. O animal silvestre foi levado para o abrigo do Batalhão da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e está sob os cuidados de um biólogo.

De acordo com a delegada Ana Paula Faria Campos, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso de Várzea Grande, que cumpriu o mandado de prisão temporária, o suspeito informou que o animal, uma espécie de porco-do-mato, tem pelo menos oito anos de idade e que está com ele desde que era filhote. "Ele o criava desde pequeno como um animal de estimação", afirmou a delegada.

A delegada informou que vai encaminhar cópia do processo à Delegacia Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Dema) para que seja instaurado um procedimento administrativo contra o policial, já que ele criava o cateto ilegalmente. Nesse caso, poderá responder por crime ambiental, conforme pontuou Ana Paula. 

porco-do-mato (Foto: Pollyana Araújo/G1)Suspeito disse à delegada que criava o animal 
desde filhote (Foto: Pollyana Araújo/G1)

O cabo da PM que morava sozinho na residência dele na Cohab Dom Bosco, em Várzea Grande, também criava uma cadela e um gato, que permanecem na casa e recebem tratamento de vizinhos, segundo a polícia. O suspeito foi detido na última quarta-feira (18) após ser investigado por suposto abuso sexual de meninas com idades entre 11 e 17 anos. Inclusive, uma delas de 14 anos está grávida de seis meses e suspeita que a criança seja filha do policial.

O suspeito está preso preventivamente no Presídio Militar em Santo Antônio de Leverger, a 35 quilômetros de Cuiabá. Enquanto está detido, a delegada disse que pretende ouvir todas as outras pessoas envolvidas no caso, principalmente as outras seis adolescentes citadas nas denúncias contra o policial.

Conforme a delegada, ele pode responder pelos crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual, pois as duas meninas que prestaram depoimento alegaram que ele oferecia alimentos, roupas, bebidas e drogas para elas em troca de relações sexuais.

 

Pollyana Araújo/ Do G1 MT

 

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