24/01/2014 - Crimes ambientais crescem em MT em 2013; extração de madeira ainda preocupa

O número de crimes ambientais em Mato Grosso teve aumento em 2013 em relação ao ano anterior. De acordo com dados da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, de janeiro de 2012 ao mesmo período de 2013, quatro toneladas e 620 quilos de pescados irregulares foram apreendidos e 90 pessoas foram presas. Já o crime de extração de madeira ilegal teve queda, mais de 2 milhões de metros cúbicos de madeiras foram extraídas das florestas. 


Em 2012, houve um registro de 2.670,896 metros cúbicos de madeira apreendida, mais de 400 metros a mais do que em 2013, que registrou 2.315,035. Em pescado, no mesmo período foram apreendidas 4,2 toneladas. 

Segundo a Delegada da Delegacida do Meio Ambiente, Maria Alice Amorim, as apreensões de madeiras no ano de 2012 foram maiores em razão da obrigatoriedade de classificação do produto pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). No período da piracema, que ocorre até 28 de fevereiro, as fiscalizações estão ocorrendo na região dos rios da Bacia do Paraguai, Rio Cuiabá e São Lourenço. 

Combate ao desmatamento

Em 2013, foram realizadas duais grandes operação no combate a extração ilegal de madeira em parceira da Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), a Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Juizado Volante Ambiental (Juvam). 

De acordo com Dema, foi apreendido mais de 2,3 mil m³ de madeiras, o equivalente a 93 caminhões carregados de toras. A última operação foi realizada no município de União do Sul ( 719 km de Cuiabá) onde foram apreendidos 500 metros cúbicos de madeira ilegal, elas foram retiradas de uma área de mais de 20 mil hectares. Em 2012, 17 pessoas foram presas por crime ambiental, além de caminhões, motosserras, veículos e madeiras derrubadas que foram apreendidas. 


Para a delegada Maria Alice, o crime de extração de madeiras em Mato Grosso é difícil de se combater, pois é um estado com extensão muito grande para o pouco efetivo do da Delegacia do Meio Ambiente, que atua não somente na repressão e fiscalização da extração ilegal de madeira e pescado, mas também em outros crimes ambientais como maus tratos de animais, poluição e queimadas. “A Delegacia atende todos os tipos de crimes ambientais e em todo o Estado. Nossa demanda é muito grande”, conclui a delegada.

 

Da Redação - Vanessa Alves

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário