24/01/2014 - Marcas de Rondon por Mimoso

O Memorial Rondon ainda não está pronto, mas é possível ver que o Marechal Cândido Rondon é o orgulho da população de Mimoso, onde nasceu. O militar sertanista que desbravou o oeste brasileiro, instalou linhas telegráficas e fez contato pacífico com os índios é conhecido não só em Mato Grosso e no país, mas no mundo todo. A sua cidade natal não tem um museu concluído, mas possui muitas particularidades devido ao seu conterrâneo mais famoso.

A Escola Estadual Santa Claudina, em frente ao Memorial inacabado, foi obra de Rondon na década de 1940. É o local com mais objetos e características do militar. A começar pelo nome da instituição, que é uma homenagem a sua mãe, Claudina de Freitas Evangelista da Silva. Os restos mortais dela, que faleceu quando Rondon ainda era bebê, estão em um jazigo na entrada da escola.

Pelos corredores há fotos e cópias de cartas dele, além de uma sala com móveis que pertenceram à casa do militar. “Quando turistas vêm conhecer o Memorial Rondon e descobrem que ele não está pronto, se dirigem à escola, que é bem em frente. Na falta de um museu, eles visitam a nossa instituição, que tem algum tipo de exposição sobre ele”, conta Anderson Evangelista de Sá, secretário do colégio.

No fundo do Santa Claudina há mais um legado do Marechal: uma árvore plantada por ele na época da inauguração da escola. “Sempre foi dito que era da espécie pau brasil, mas especialistas não conseguiram confirmar se isso é verdade”. Alta e imponente, a planta faz vigília sobre Mimoso, como se fosse o próprio Marechal Rondon olhando pela população que tanto tem orgulho e relembra os seus feitos. (MM)

 

Enviada Especial a Mimoso

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