24/03/2016 - Galindo deixa Segurança e Taques assume interinamente

24/03/2016 - Galindo deixa Segurança e Taques assume interinamente

O secretário de Estado de Segurança Pública Fábio Galindodecidiu deixar a Pasta e retornar às suas atividades no Ministério Público Estadual de Minas Gerais, onde é concursado. 

 

A decisão foi comunicada ao governador Pedro Taques (PSDB) em reunião na tarde desta quarta-feira (23), no Palácio Paiaguás.

 

A partir de agora, o próprio governador assume a secretaria, interinamente.

 

O motivo da saída é a decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu membros do Ministério Público de ocuparem cargos nos Executivos.

 

Em Mato Grosso, além de Galindo, as promotoras Ana Luiza Ávila Peterlini, da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), e Maria Fernanda Corrêa da Costa, adjunta da Sema, também ocupam cargos no Governo do Estado.

 

As duas também já decidiram deixar a Pasta e retornar às suas atividades no Ministério Público Estadual.

 

Os secretários devem deixar as funções no dia 3 de abril, prazo que o STF deu para que os promotores optem entre ficar no Executivo ou retomar as carreiras do MP. Ainda não há nomes para substituí-los.

 

Em entrevista ao MidiaNews, na semana passada, o governador disse que não iria insistir para que nenhum secretário abandonasse a carreira no Ministério Público, para ficar no Governo.

 

"Não me cabe pedir para que eles abandonem a sua carreira. Eu disse a eles que eu preciso deles, que são muito importantes, mas que a decisão caberia a eles", afirmou.

 

"Eu vejo que ninguém é insubstituível. Apesar da excelência do trabalho que vem sendo feito, eu tenho que acatar a decisão do Supremo, não adianta ficar chorando".

 

O governador afirmou ainda ser contra a proibição de que promotores e procuradores assumam cargos no Executivo.

 

"Isso foi um erro da Emenda Constitucional 45, já que ninguém pode ser meio cidadão, tem que ter participação política. Eu tive que pagar esse preço quando saí do Ministério Público Federal".

 

A interlocutores mais próximos, Pedro Taques disse que preferia que os promotores deixassem o cargo do governo, uma vez que, do contrário, não ficaria tão à vontade caso quisesse substituí-los.

 

 

 

Gcom-MT

 

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