24/04/2015 - Taques manda Sefaz formatar encontro de contas com Energisa; débito ultrapassa R$ 600 mi

Enquanto o governo de Mato Grosso paga cerca de R$ 58 milhões anuais pelo consumo de energia elétrica, a Energisa – concessionária que adquiriu a Centrais Elétricas (Cemat) – possui um débito acumulado superior a R$ 600 milhões com o Estado, principalmente, em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Para buscar a equação correta entre credor e devedor, o governador José Pedro Taques (PDT) determinou que a Secretaria de Estado de Fazenda e o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) busque formas de cobrar a dívida u promover um “encontro de contas”.

“A Diretoria da Energisa vai dizer em 20 dias quando vai pagar, como vai pagar e porque não pagou”, afirmou o governador, para a reportagem do Olhar Direto, em evento no Hotel Hits Pantanal, em Várzea Grande. Depois, repetiu o mesmo tema  na ‘Expedição Novos Caminhos’, no Raízama, Barreiro e Buritizal – região Sul de Cuiabá, com o prefeito Mauro Mendes (PSB).
 
“Será que o governador Silval não viu isso? Porque não cobrou a Energia [na época certa] o que é devido ao Estado?”, questionou Taques, se referindo a mais uma vez ao antecessor Silval Barbosa (PMDB), que teria deixado quase R$ 2 bilhões de ‘restos a pagar’, por causa do decreto de dezembro 2014.

Pedro Taques afirmou que é sua obrigação cobrar. “O governo não acha ouro nem ganha na Mega Sena acumulada. A energia de Mato Grosso é a mais cara do Brasil e afugenta investimentos, sim, mas tudo tem um motivo”, justificou o governador, que encomendou estudos para buscar alternativas.
 
A possibilidade de ‘encontro de contas’ é a mais latente, mas dependerá de análise técnica da Sefaz e do Cira, com posterior aprovação de Taques. Existem outras grandes empresas em situação semelhante, mas a Energisa presta serviços diretamente ao Estado, como  distribuidora de alta  e baixa tensão de energia elétrica.

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário