24/06/2016 - Pedro Taques reforça que não demite por "boatos" e Paulo Taques permanece na Casa Civil

24/06/2016 - Pedro Taques reforça que não demite por "boatos" e Paulo Taques permanece na Casa Civil

A insistência de alguns veículos de comunicação em divulgar “notícias” sobre possíveis mudanças no primeiro escalão do governo de Mato Grosso têm provocado certa irritação no governador José Pedro Taques (PSDB), nas últimas semanas. Em mais de uma oportunidade, ele afirmou para a reportagem do Olhar Direto que “não demito secretário pela imprensa” e afirmado que ninguém é insubstituível.
 
Pedro Taques já repetiu em mais de uma oportunidade que o secretário Paulo Zamar Taques, chefe da Casa Civil, permanece no staff. Todavia, há tempos ele tem sido um dos principais alvos das “notícias” colocando-o como um dos demissionários, sempre com desmentido do próprio chefe do Poder Executivo. Existem as suspeitas de que, de repente, setores do governo ou da base aliada estejam fomentando a central de boataria.
 
A reportagem do apurou que a saída do secretário Paulo Ricardo Brustolin, de Estado de Fazenda, substituído por Seneri Paulo, foi questão de foro íntimo e não decisão do governador. “Ninguém é insubstituível; todos os secretários podem ser substituídos em algum momento. No entanto, não cogitei a saída do Paulo [Taques] da Casa Civil”, afiançou o governador, em recente entrevista para oOlhar Direto.
 
Também não decidiu sobre a possível saída do secretário Eduardo Chilleto, de Estado de Cidades, embora tenha confirmado que um deputado estadual e um deputado federal devem participar do primeiro escalão, em nova reforma administrativa.
 
O deputado estadual Oscar Bezerra, secretário geral do PSB, chegou a revelar que o acordo firmado com os aliados era de que o primeiro ano seria com secretariado exclusivamente técnico, mediante escolha pessoal de Pedro Taques. Depois, no primeiro semestre de 2016, segundo Bezerra, seriam abertas vagas no staff para indicações políticas.
 
Desde o início do ano, os deputados estaduais e federais têm manifestado  entendimento, em sua maioria, de que quem ajudou a ganhar as eleições, por direito adquirido, deve ajudara  governar.
 
Em entrevista para o Olhar Direto recentemente, antes de Pedro Taques tratar do tema, o secretário da Casa Civil já tinha explicado que o seu período de férias se especulou quanto à sua saída, diante do questionamento sobre uma possível reforma no primeiro escalão. Paulo  Zamar Taques trata “como normal esse tipo de especulação”. Para ele é comum.  
 
Na época, Paulo Taques considerou a questão afeita ao jogo de poder que cerca da Casa Civil, pais mais próxima do Gabinete do Governador e suas decisões. “É muito mais afeita ao cargo e ao jogo de poder. Entendo como coisa normal, porque vamos fazer reforma administrativa e talvez alguns interesses sejam contrariados”, sintetizou o titular da Casa Civil, à época.
 
Pedro Taques já tomou a decisão de executar uma nova reforma administrativa, com redução de 25% no custeio  e corte de cargos comissionados e contratados. Algumas secretarias de Estado e órgãos devem ser fundidas ou extintas.

 

 

 

Da Redação - Ronaldo Pacheco