24/07/2015 - Polícia Civil investiga major da PM acusado de agredir namorada

A delegada Jozirlethe Crivelatto, da Delegacia Especializada da Defesa da Mulher de Cuiabá, instaurou inquérito, nesta quarta-feira (22), para investigar a denúncia de agressão supostamente praticada por um major da Polícia Militar contra a namorada dele, de 30 anos.

O caso foi registrado na madrugada do último domingo (19). De acordo com a delegada, a vítima, T.R.C., e o major L.C.S., que é subcomandante do 24° Batalhão da PM, no bairro Pedra 90, estavam em um bar quando ele, aparentemente sem motivos, segundo relatou T. à Polícia, a puxou pelo braço para ir embora.

No carro, conforme a vítima, o major começou a agredi-la com socos, tapas e ainda teria batido a cabeça dela no painel do veículo.

Segundo T., ela chegou a acionar a Polícia Militar, após conseguir fugir da casa onde morava com o oficial, no bairro Parque Cuiabá, mas os policiais não o prenderam.

A versão oficial dos policiais é de que eles foram até a residência, entretanto, não havia ninguém no local.

Para a delegada Jozirlethe Crivelatto, a não realização da prisão do suspeito em flagrante vai ocasionar prejuízos à investigação.

“O inquérito foi instaurado. Agora, vamos ouvir as testemunhas, a vítima e o suspeito. Mas, ao final da investigação, o militar, certamente, deverá pegar uma pena leve, já que não foi feita a sua prisão em flagrante”, afirmou a delegada.

A mulher já realizou exame de corpo de delito e pediu a suspensão do porte de arma do policial e medidas protetivas em relação a ele.

O major também será investigado por uma sindicância que será aberta pela Corregedoria da Polícia Militar, segundo informações da assessoria.

O caso

De acordo com o boletim de ocorrência, quando fez a denúncia, T.R.C. estava com hematomas e lesões no rosto, braços e ombro.

Ela foi agredida dentro do carro do major, após sair de um bar, por volta das 3h.

No meio do trajeto, o dono do estabelecimento, que é amigo do policial, ligou pedindo para que o major voltasse e devolvesse a comanda (anotação de pedidos do cliente feita por garçom), que estava com ele.

Conforme T., o casal voltou e um amigo que estavam com eles no bar viu que ela estava toda ensanguentada e pedia ajuda.

Porém, o PM a trancou no carro e depois seguiu em direção à residência. No caminho, ele teria voltado a bater na mulher.

À Polícia, ela disse que conseguiu sair do carro para pedir ajuda, já próximo ao Colégio Master, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, mas o oficial a pegou pelo braço e a arrastou na rua, colocando-a no veículo, mais uma vez.

Ao chegar casa, ele fingiu estar desmaiada para o namorado parar com as agressões e, depois, fugiu com a ajuda da mãe e uma tia.

O casal estava junto havia um ano e seis meses, e tinha começado a morar junto há quatro meses.

Conforme a vítima, essa foi a primeira vez que o major a agrediu.

 

Thaiza Assunção / Midia News

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