23/08/2011 - 19h:00 Falha no sistema da justiça faz advogado ser preso irregularmente

Uma falha no sistema do Poder Judiciário, resultou na prisão do advogado Rogério Nóbrega da Silva, de Barra do Garças. O fato é que constava contra ele um mandado de prisão em aberto expedido pela Comarca de Rondonópolis sob acusação de tráfico de drogas, no entanto, o documento estava vencido e o jurista já cumpriu a pena. Logo após esclarecido o fato, ele foi solto ainda no começo da noite desta terça-feira (23).

Rogério já havia sido preso na noite de segunda-feira (22) quando se envolveu em uma discussão com o tenente João Paulo. Sendo assim, a Polícia Militar o deteve na tarde de hoje quando participava de uma audiência no fórum da cidade. Ao chegar na Polícia Civil, o delegado constatou que o mandado estava vencido.

Porém, ele ainda possui mais dois processo, sendo um por tráfico em Rondonópolis e outro por corrupção ativa em Barra do Garças. Ontem ele foi preso por desacato e desobediência. Por outro lado, ele registrou boletim de ocorrência por agressão contra o tenente da PM, que nega as acusações.

Rogério afirma que foi agredido e algemado por mais de quatro horas pelo tenente João Paulo. O advogado chegou a entregar uma vídeo feito por celular da suposta agressão sofrida por ele.

Sobre a nova prisão, Rogério não quis comentar o assunto e alegou aos PMs que já cumpriu a pena e não deve mais nada a Justiça. Advogados da subseção da Ordem do Advogados do Brasil (OAB) em Barra do Garças acompanharam a situação na delegacia.

O tenente-coronel Paulo Costa disse que a PM está apenas cumprindo o seu dever de encaminhar o advogado à Polícia Civil para se explicar. Rogério e seu cliente, Renato, foram presos quando questionaram o tenente João Paulo sobre a prisão do adolescente L.C.M.B, 16 anos, acusado de envolvimento no assalto contra a empresária Marli Calassio ocorrido domingo (21) no bairro Sollar Ville. A comerciante foi agredida com um coronhada, amarrada dentro de um quarto e teve sua residência saqueada pelos menores que levaram joias e dinheiro.

O tenente João Paulo justifica o uso da força física e alega que o advogado e o parente do adolescente estavam exaltados no momento da prisão e por isso foram algemados. As algemas do advogado somente foram retiradas com a presença do presidente da OAB-BG, Sandro Saggin, que entende que houve excesso da polícia.

 

Ronaldo Couto de Barra do Garças / Da Redação - Alline Marques

 

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