24/08/2011 - 07h:55 Corregedoria PM terá que reabrir processo contra 5 oficiais investigados em operação da Polícia Federal

A Corregedoria Geral da Polícia Militar terá que reabrir os processos administrativos disciplinares para investigar a conduta e o envolvimento dos cinco oficiais denunciados por suposto envolvimento em crimes de grilagem de terras indígenas, tráfico de drogas, desvio de verbas de alimentação e combustível da Corporação, além de prática de “pistolagem fardada”, que vieram à tona em julho de 2009, durante a Operação Pluma, deflagrada pela Polícia Federal na região do Araguaia.

 

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) julgou improcedente o pedido que havia sido feito pelo capitão da Policia Militar, Robson Oliveira Curi, com um recurso de reconsideração do ato administrativo publicado no Diário Oficial do Estado, onde por orientação da própria PGE, o governador Silval Barbosa (PMDB) havia determinado que o comando da PM apurasse novamente as denúncias contra os oficiais.

 

Com isso a Corregedoria da PM deve formar uma nova comissão disciplinar que investigará a conduta dos coronéis Adaildon Evaristo Moraes Costa, e Elierson Metello de Siqueira, dos majores Wlamir Luiz Gama de Figueiredo, e José Carlos de Moraes, além do capitão Curi. No documento formulado pelo capitão, ele pedia que o governo aguardasse a conclusão definitiva das investigações que estão sendo realizadas pelas autoridades federais. Até hoje a Policia Federal não concluiu o inquérito e ninguém foi indiciado por esses crimes.

 

Corregedoria Geral da Polícia Militar,chegou a pedir a extinção dos processos contra esses oficiais acima citados, bem como o arquivamento do caso, baseado no julgamento de um Conselho de Justificação (neste caso composto por três oficiais superiores que analisaram os relatórios das investigaçãos realizadas pela Corregedoria e fizeram o julgamento dos processos administrativos dos oficiais), que entendeu que nos autos não haviam informações palpáveis para incriminar os militares.

 

Na época os procuradores deixam claro que o processo de investigação desses militares não seguiu os trâmites legais, e que nos dez volumes enviados para análise da PGE existem peças sem início e nem fim, além de termos de depoimentos e muitas peças repetidas várias vezes. O parecer afirma que os vícios acima apontados causaram prejuízos irreparáveis, e traz à tona o corporativismo dentro da PM.

 

Outro ponto observado pela Procuradoria é que há volumes em que não existe uma seqüência de páginas, isto é, há várias páginas faltantes e por fim relatam rasuras nas numerações das páginas, bem como que a ordem dos documentos foi alterada o que torna muito trabalhosa a compreensão do teor dos mesmos.

 

Da Redação - Laura Petraglia

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário

OS COMENTÁRIOS É DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS INTERNAUTAS QUE O INSERIR. O REPÓRTER DO ARAGUAIA ONLINE RESERVA-SE O DIREITO DE NÃO PUBLICAR MENSAGENS COM PALAVRAS DE BAIXO CALÃO, PUBLICIDADE, CALÚNIA, INJÚRIA, DIFAMAÇÃO OU QUALQUER CONDUTA QUE POSSA SER CONSIDERADA CRIMINOSA. OS COMENTÁRIOS QUE CONTER NOS ITENS CITADOS ACIMA SERÃO EXCLUÍDOS. TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO ARQUIVADOS ATRAVÉS DO IP E SERVIRÃO DE PROVAS CONTRA AQUELE QUE USAR ESTE MEIO DE COMUNICAÇÃO.