24/08/2013 - Palanque pluripartidário prestigia filiação de Serys ao PTB com projeção de permanecer junto em 2014

Digam o que quiser da ex-deputada e senadora Serys Marli Slhessarenko, menos que não possui carisma de sobra ou que não seja bastante querida. Praticamente escorraçada do Partido dos Trabalhadores (PT) em outubro do ano passado, Serys uniu do PR ao PV, passando por PDT e PSB, na noite desta sexta-feira (23/08), no auditório do Hotel Paiaguás, para aplaudir de pé sua filiação ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Literalmente.

E, num contexto metafórico, servir de ‘avant premiere’ para a disputa pelo governo de Mato Grosso, Senado da República, Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa, em 2014. “Vejo aqui homens e mulheres que serão responsáveis pelos destinos de Mato Grosso pelos próximos 20 anos, a começar por 2014”, profetizou o ex-deputado Benito Gama (BA), presidente nacional do PTB, popular na década de 1990 como presidente da CPI do PC – que cassou Fernando Collor.

Em todos os pronunciamentos, a mesma tecla: o resultado das eleições de 2014 em Mato Grosso, necessariamente, teria de passar por aquela mesa. 

Isso sem contar as dezenas de dissidente do PT ou mesmo os petistas que permanecem na agremiação, mas foram simplesmente lhe render homenagens. “Eu vim abraçar a minha amiga de longa data, porque ela merece”, disparou a ex-vereadora Enelinda Scala, que foi líder do PT na Câmara de Cuiabá, na década passada.


Caso fosse um filme, poder-se-ia assegurar que o roteiro geral se trata de uma dança pré-eleitoral para 2014. O senador Pedro Taques (PDT) e o prefeito Mauro Mendes (PSB) certamente figurariam, no elenco, como “convidados especiais”. E o presidente Benito Gama seria o diretor, tendo o ex-prefeito Chico Galindo, presidente da Executiva Estadual do PTB, como roteirista.

“Somos homens e mulheres com muito juízo. E, conscientes de nossa responsabilidade, devemos permanecer juntos no ano que vem”, observou Galindo.

“Estou aqui com uma ponta de tristeza e de alegria. Tristeza porque a Serys ‘traiu’ o PDT. E alegria porque se filiou ao PTB”, observou Pedro Taques, com um trocadilho inesperado. “Eu vim porque respeito Serys. Mulher que não se dobra. Mulher que não tem dono. Já me avisaram que vou ter que trabalhar muito para ‘empatar’ com o desempenho da Serys, no Senado”, observa Taques.

Outro ‘convidado especial’, Mauro Mendes disse que Serys tem tudo para fazer história no PTB, porque repudia as velhas práticas políticas. “Devemos permanecer unidos [em 2014]. Cada partido tem sua ideologia e sua forma, mas Serys é um nome acima das picuinhas partidárias”, atestou o prefeito. “Temos de ouvir a ‘voz das ruas’: o momento despertou nos jovens a audácia de sonhar e a coragem de lutar por uma política decente”, atestou Mauro Mendes.

Chico Galindo não economizou elogios à nova filiada, a quem prometeu um novo mandato de senadora. “Querida e amada mulher, vamos estar juntos em 2014. Estamos o caminho certo e com muita qualidade”, projeta Galindo.

O ex-diretor geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, a quem coube o convencimento final para a filiação de Serys no PTB, disse que o momento é de “regeneração política de Mato Grosso”, por exigência da sociedade. Ele garantiu que Serys Slhessarenko escolheu os “companheiros certos” para conquistar uma cadeira no Senado. E projetou que o PTB estará na coligação vitoriosa ao Palácio Paiaugás.

No evento, compareceram muitos amigos de Serys Marli. Dos quatro filhos, apenas dois: Leonardo Slhessarenko Filho e Larissa. Os filhos Alexandre e Natasha encontravam-se em São Paulo.
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Mais de 90% das 286 cadeiras do auditório principal do Hotel Paiaguás estavam ocupadas, majoritariamente por amigos de Serys. E com expectadores que suportaram até com certo destemor quase três horas de cerimônia e discursos – a base de água e cafezinho.

 

Ronaldo Pacheco e Lucas Bólico

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