24/10/2012 - Projeto Rede Digital pela Paz ajuda a resolver conflitos escolares

O Estatuto da Criança e do Adolescente é uma das temáticas da capacitação de professores de três escolas estaduais que estão recebendo as atividades do projeto “Rede Digital pela Paz”, da Polícia Judiciária Civil, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. As informações trabalhadas com alunos e professores já estão contribuindo para resolução de conflitos no ambiente escolar.

 

As aulas da capacitação são ministradas pelo delegado titular da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), Paulo Alberto Araújo, que para 120  professores das Escolas João Panarotto, no CPA 4, Dione Augusta, no CPA 2, e Rodolfo Augusto, no bairro Paiaguás. Os professores estão aprofundando o conhecimento do ECA para que possam auxiliar os alunos nas atividades de laboratório de informática do projeto e administrarem os conflitos entre alunos e professores em sala de aula.

 

Em suas aulas o delegado trabalha a “Inteligência e o Coração do Estatuto da Criança e do Adolescente”, levando os professores a refletirem sobre alguns artigos do ECA, a exemplo do artigo 112 que trata das medidas socioeducativas, o artigo 55 que fala da obrigação dos pais em matricular seus filhos na escola e das medidas aplicáveis aos pais ou responsáveis, previstas no artigo 129. “A escola é o último laço que prende o adolescente no caminho do bem. “Precisamos atentar para tudo que acontece em sala de aula”, salientou.

 

A Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) identificou que adolescentes fora do ambiente escolar estão mais propícios a praticarem infrações de natureza grave como roubo, homicídio, latrocínios, sequestro, tráfico de drogas, entre outras. Já os que estão matriculados se envolvem em infrações leves que não passam da gravidade de ameaça ou pequeno furto.

 

O delegado Paulo Araujo aborda a doutrina de proteção integral a criança e o adolescente, os grupos vulneráveis – adolescentes e crianças mais suscetíveis de tornarem vítimas ou autores de alguma infração penal – e principalmente a interpretação do ECA, que embora já completou a maioridade, ainda é bastante desconhecido em alguns aspectos.

 

Uma das educadoras que participa da capacitação de 10 horas aulas é professora de Língua Espanhola e Português da Escola João Panarotto, Vanaci Alves dos Santos, que dá aula para 20 turmas da escola, com idades de 13 a 19 anos. Segundo a professora, os alunos pré-adolescentes são os que mais se envolvem em problemas na escola relacionados a desrespeitos a colegas e professoras e drogas. “Procuramos sempre resolver a questão dentro da sala de aula e quando não dá comunicamos a direção”, disse.

 

A coordenadora pedagógica, Miriam Valéria Curvo Moraes da Silva, destaca o consumo de álcool e o fumo com os principais problemas identificados na escola, além da droga ilícita. Conforme a coordenadora, a situação melhorou muito depois da chegada do projeto Rede Digital pela Paz, que num bate-papo com os 1.300 alunos da escola, acabou repercutindo diretamente na vida dos estudantes e na convivência com os pais.

 

De forma lúdica e objetiva o projeto abordou diversas questões sociais e de violência durante


 encontros com as turmas. “Percebemos uma melhora muito grande a partir do momento que projeto entrou na escola. A escola precisa dessas parcerias, de pessoas de fora, especializadas para trabalhar com os alunos. Isso ajuda a diminuir essa vulnerabilidade”, destaca a coordenadora Mirian Valéria.

 

O projeto Rede Digital pela Paz é uma ferramenta utilizada pela Educação e a Polícia Civil para prevenir o uso de drogas, bullying, homofobia e outros tipos de violência crescente, promovendo a cultura de paz. As atividades do projeto são desenvolvidas pelo sitewww.rededigitalpelapaz.mt.gov.br, ambiente utilizado para a troca de experiências, denúncias, bate-papos, informação, publicação de artigos, sugestões de livros e biografias sobre drogas, violência, sexualidade, direito e deveres, oficinas digitais e outras ferramentas de interação, como forma de inserir o publico juvenil na discussão de temas de interesse social e que assolam a sociedade, como os homicídios praticados e vitimados por jovens tão corriqueiros na atualidade.

 

LUCIENE OLIVEIRA

Assessoria/PJC-MT

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