24/12/2011 - Mãe sai de Mato Grosso e resgata corpo assassinado na Bolívia

24/12/2011 - Mãe sai de Mato Grosso e resgata corpo assassinado na Bolívia

Rodrigo Messias de Campos Leal completou 18 anos no dia 5 deste mês. No dia 9, foi assassinado na Bolívia, com 12 disparos de revólver. Antes, foi torturado. Teve um dos olhos arrancado e um dos braços quebrado. Foi enterrado em cova rasa e quando seu corpo foi achado, quatro dias depois, por pessoas que passavam pelas proximidades, estava parcialmente devorado por cães e outros animais, e em avançado estado de decomposição.

 
Há várias versões para o crime. Uma delas é que ele foi morto porque brigou durante uma festa. Outra, é que estava tendo um relacionamento amoroso com uma boliviana casada. Mas a hipótese mais provável é que Rodrigo tenha sido assassinado em acerto de contas do tráfico.
 
Poucos dias antes ele havia passado pelo posto do Grupo Especial de Fronteira, na localidade do Limão, pilotando uma moto, supostamente produto de subtração. Foi liberado porque o fato não foi comprovado, mas um policial chegou a dizer a ele que, se não mudasse de vida. acabaria de forma trágica. Ele tinha várias passagens, ainda como menor, por envolvimento em furtos e assaltos.
 
A família, humilde, mora no Residencial Bem Viver, em Cáceres, e teve que "juntar" três mil reais; metade para que uma funerária pudesse buscar o corpo e a outra metade para pagar os trâmites dentro da Bolívia -conseguir chegar ao local do corpo, informações, colaboração.
 
Um tio acompanhou a equipe da funerária e reconheceu o corpo através das tatuagens que o jovem tinha. O último contato feito foi com a mãe, no dia 8, dizendo que voltaria para casa. Rodrigo foi torturado, assassinado e enterrado em um único local, num cemitério localizado na comunidade chamada Curralito. Na cova, foram encontradas as cápsulas deflagradas.
 
A mãe procurou de todas as formas a ajuda da Polícia brasileira, mas só a Polícia Federal pode fazer o levantamento de algumas informações. Segundo uma fonte, quando há crimes deste tipo, todo o serviço fica mesmo é com a funerária. Apesar da falta de recursos financeiros, a mãe lutou até conseguir trazer o corpo do filho para Cáceres, onde ele foi sepultado no início desta semana.
 
CLARICE NAVARRO DIÓRIO/ JORNAL PANTANAL DE CÁCERES

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