25/03/2014 - TCE deve julgar caso de nepotismo em 40 dias; 2 vereadores envolvidos

Em 40 dias o processo acerca de nepotismo e irregularidade na contratação de funcionários, praticado na Câmara de Cuiabá, deverá ser submetido ao Pleno do Tribunal de Contas do Estado. Conforme o Rdnews apurou, os oitos envolvidos já foram ouvidos pelo TCE. Destes, um tem parentesco com o vereador Clovito Hugueney (Solidariedade) e outro com Marcrean Santos (PRTB).

 

No caso de Clovito, sua esposa Daniela Ribeiro Cardoso Hugueney era comissionada da secretaria de Apoio à Cultura e ao Resgate Histórico, com salário de R$ 8 mil. O filho de Marcrean, Mascwell dos Santos Silva, por sua vez, trabalhava como assessor de Tecnologia da Informação, com vencimento superior a R$ 1,9 mil.

 

Em relação aos seis funcionários efetivos, as irregularidades são acerca de abono permanência, no qual o servidor é orientado a não pedir a aposentadoria para não lesar o erário. O relator do processo, primeiramente, foi o conselheiro substituto Ronaldo Ribeiro, agora, está em mãos de Luiz Carlos Pereira. A situação teve início quando o TCE fez uma notificação à Câmara a fim de que esta averiguasse casos de irregularidade na contratação de pessoas. Por isso, foi determinado pela Corte uma representação de natureza interna para verificar os apontamentos.

 

Neste sentido, uma auditoria minuciosa foi instalada para analisar as “falhas” no período de janeiro de 2010, gestão de Júlio Pinheiro (PTB), a agosto de 2013, sob o comando de João Emanuel (PSD). Em paralelo a isso, foi instaurado um processo administrativo pelo Legislativo para avaliar esta questão.

 

Outro lado

Procurado pela reportagem, o vereador Clovito disse que, no momento, não poderia falar, pois estava em uma reunião. Marcrean, por sua vez, não foi localizado até a publicação desta matéria.

 

Tarso Nunes e Patrícia Sanches

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