25/04/2011 - 09h:20 Alta Floresta: Pouca participação do Estado e estadualização demorada de hospital

Desde o ano de 2.006, quando da promoção do I Forum pela Estadualização do Hospital Municipal, o Secretário de Saúde de Alta Floresta, Robson Valadão, vem demonstrando a fragilidade daquela instituição, principalmente pelo distanciamento do Governo do Estado para o seu custeio.
 
Sendo uma unidade municipal, mas com características de regional, esse Hospital atende todo o extremo norte de Mato Grosso, um território, antes de tudo, matogrossense, mas a Secretaria de Saúde Estadual sempre fez vistas grossas,  e nunca demonstrou maiores preocupações com esse fato, deixando pesado e injusto ônus financeiro para o município.
 
Na atual gestão do Governador Silval Barbosa, o Secretário de Estado da Saúde, Pedro Henry, apresentou, segundo Robson Valadão, a proposta mais consistente dos últimos seis anos para a efetiva participação do Estado na administração do Hospital Municipal, pois até então as ações eram feitas por meio de ajudas financeiras irrisórias e restritas a Convênios que nunca eram totalmente cumpridos. Pedro Henry propôs que o Hospital passe em comodato para o Estado, que promoverá o seu gerenciamento, significando que essa unidade hospitalar será inserida de maneira institucional no orçamento estadual, sem dependência de contribuições paliativas, o que dará maior estabilidade e crescimento para a mesma e, principalmente, para a Secretaria Municipal, que poderá investir com maior determinação e vigor na atenção básica.
 
Segundo o Secretário Robson Valadão, a vinda da Hidroelétrica do Rio Teles Pires reforça a necessidade da presença do Estado na administração da saúde na região, de maneira geral, e em Alta Floresta, em particular, pois o impacto  da chegada intempestiva de milhares de moradores demandará despesas no Hospital Municipal, por ser referência regional,  que não serão suportadas pelo município, podendo ser estabelecido o caos completo, lembrando-se, sempre, que o resultado dos investimentos dessa Hidrelétrica gerarão muito mais divisas para o Estado do que  para os municípios da região.
 
De um total de R$ 1.000.000,00  necessários para o custeio mensal do Hospital, o Governo do Estado contribuía, até o final do ano passado, com o valor de R$ 100.000,00 – 10% desse total, por meio da chamada Portaria 112, o Governo Federal com cerca de R$ 250.000,00, por meio da Gestão Plena, ficando o restante para o município, ou seja, 2/3 de todo o orçamento da Pasta da Saúde eram e são gastos para a manutenção do Hospital, sacrificando penosamente todo o restante do serviço do SUS no município, principalmente a atenção básica. Para piorar, a partir de janeiro do corrente ano, a Portaria 112 foi suspensa, significando que o Estado, hoje, não está presente em Alta Floresta no tocante à manutenção do Hospital Municipal, fato esse que se somou de maneira significativa na promoção da crise que se avizinha.
 

Em reunião realizada na semana passada, em Cuiabá, com o Secretário Pedro Henry, outros Secretários Municipais de Saúde do Estado e a Diretoria do COSEMS – Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso, o Secretário de Saúde, Robson Valadão, solicitou o retorno da Portaria 112, se possível com valores maiores, pois o processo de estadualização poderá demandar algum tempo e o município não terá condições de dar sobrevivência para o Hospital até lá, recebendo daquele Secretário estadual atenção especial e a promessa de que serão determinados parâmetros técnicos para a liberação da Portaria para todos os municípios pólo do Estado, sendo que Alta Floresta terá prioridade imediata. (Notícia Exata)