25/04/2016 - Índio de Barra estuda medicina em GO e promete cuidar da aldeia

25/04/2016 - Índio de Barra estuda medicina em GO e promete cuidar da aldeia

O índio Xavante Wellington Tserenhiru Urebete, de 30 anos, da Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças, promete fazer história ao ingressar no curso de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

Beneficiado pelo Programa UFG Inclui, o indígena viu no drama do pai, morte em 2014, o sonho de ajudar seu povo ao iniciar em março deste ano os estudos na universidade.

Embora seja de condição financeira limitada, Wellington acredita que, mesmo com as dificuldades, irá concluir o curso e retornar à aldeia  para levar qualidade de vida ao seu povo por meio da Medicina.
Nessa fase inicial, conta com a ajuda de colegas e de uma irmã para pagar as despesas mensais com o aluguel de uma quitinete no setor Universitário, em Goiânia.

Como não pode trabalhar, já que o curso é integral, Wellington enfrentou dificuldades até mesmo para comprar o jaleco obrigatório para frequentar as aulas. Sem a vestimenta, chegou a ficar sem assistir uma aula devido a obrigatoriedade. Foi preciso a colaboração do coordenador do programa Jean Baptista e ajuda de colegas para adquirir o item.

 

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De Barra do Garças, índio vai estudar medicina em faculdade do Estado vizinho

 

"Quero voltar e atuar como médico. Meu povo me deu essa oportunidade para isso. Essa vaga que eu consegui foi mediante uma autorização do cacique e eu quero voltar para trabalhar, principalmente, na medicina preventiva. Sinto uma responsabilidade grande quando penso nisso", diz o índio, em reportagem do jornal O Popular, de Goiânia.

Auxílio

A partir de agora, o índio Xavante terá o auxílio de uma bolsa inicial de R$ 900 reais/mês para a cobertura das despesas com aluguel e outros até que a Bolsa Permanência, benefício do governo federal para o Programa Inclui, seja liberado.

Enquanto isso, vai driblando os problemas diários. “Tenho certeza que vou ter dificuldades enormes, mas não penso em desistir. Na nossa aldeia falta muita coisa e uma delas é a assistência médica. Desde que meu pai morreu, em uma UTI de hospital, e não pude fazer nada, entendi que eu deveria fazer algo para ajudar o meu povo", ressalta.
(Com informações do jornal O Popular/Goiânia - GO)

 

 

 

 

Francis Amorim De Barra do Garças / RDNews

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