25/08/2014 - Bombeiros solicitam aviões para combater incêndio que devasta serra em Barra do Garças

Dois aviões de combate a incêndios florestais são aguardados nesta segunda-feira (25) em Barra do Garças, no leste de Mato Grosso, para ajudar a debelar o fogo que consome a Serra Azul há três dias causando destruição de vegetação, morte de animais silvestres e conseqüentemente problemas respiratórios para comunidade.

O fogo está neste momento entre morro do assentamento da rodovia MT 100 logo após o Recanto das Acácias e a Serra Azul para onde já subiu. Os moradores mais prejudicados com esse quadro são dos bairros: BNH, Recanto das Acácias, Morada do Sol, Jardim Anchieta e Recanto dos Tubarões. No domingo à noite uma nuvem de fumaça tomou conta do Porto do Baé, ponto turístico de Barra do Garças.

As pessoas que participaram da missa na paróquia Santo Antônio também foram afetadas com a fumaça. Esse incêndio começou atrás da serra na rodovia MT 100 provavelmente em alguma propriedade rural que ainda mantém a tradição equivocada de ‘botar fogo’ para limpar a pastagem e o fogo agora se aproxima do perímetro urbano de Barra. Segundo os bombeiros, o fogo está entre um morro do assentamento na MT 100 e a Serra Azul sentido BNH. 

Na expectativa de conter ou pelo menos diminuir a destruição foi que o Comando da 1ª Companhia Independente dos Bombeiros de Barra do Garças decidiu solicitar o apoio dos aviões, adquiridos no início do ano pelo Governo do Estado para ampliar o trabalho de combate a incêndios florestais. Infelizmente as informações dão conta de que animais de pequeno porte já morreram com o incêndio e outros fugiram para áreas habitadas para não morrem: cobras, lagartos, mucuras e gatos do mato.

Os aviões devem chegar à Barra segunda-feira. Eles estão em missão semelhante na região de Sinop. A preocupação é que o fogo venha transpor o morro da Serra Azul atingindo o lado mais habitado do Santo Antônio, Pitaluga e Dermat.

No domingo uma equipe dos bombeiros esteve combatendo esse incêndio por terra ao lado de brigadistas com abafadores e construindo aceiros, todavia sem muito que fazer. É o maior incêndio dos últimos em Barra do Garças. “O tempo está seco e qualquer queimada por mais simples que seja provoca uma situação como essa. Esse fogo pode ter surgido com algum fazendeiro da encosta da serra”, explicou o comando dos bombeiros.

 

Ronaldo Couto

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