25/08/2014 - Primeiro debate em MT será segunda-feira na Gazeta

Os cinco postulantes ao cargo de governador do Estado em Mato Grosso terão o primeiro embate público nesta segunda-feira. E não será no horário nobre da televisão brasileira.

 

Será na hora do almoço, quando vão mostrar se podem ser um prato suculento para o eleitor ou um desastre da culinária política. Este primeiro debate será na TV Gazeta, canal 10, a partir das 11h, horário tradicionalmente usado pela emissora para falar do mundo cão da sociedade estadual, da marginalidade com seu Cadeia Neles!, líder de audiência no Estado.   

 

Nos bastidores da política estadual as atenções não estarão apenas voltadas ao que pode acontecer em termos de discussão entre o senador Pedro Taques (PDT), que nesta semana disse que não ‘bate boca com presidiário’, e o deputado estadual José Geraldo Riva (PDT), o ex-presidiário, que afirma ter ampla documentação do envolvimento do senador na Operação Ararath. A briga deve esquentar também entre Taques e seu maior desafeto nesta disputa, o jornalista José Marcondes, o Muvuca (PHS). Os dois travam uma batalha na justiça e não podem ficar muito próximos, estarão quase que lado a lado. Um embate que promete.  

 

Neste domingo, todos os candidatos estarão aproveitando o período da tarde para se preparem para o debate. Se reúnem com suas equipes, treinamento em tempo integral. Pela manhã, questionados pela reportagem todos afirmaram que  vão para o debate com apenas um objetivo: mostrar propostas, plano de governo.

 

Algo que dificilmente será levado ao pé da letra. É que os marqueteiros e assessores jurídicos procuram reunir tudo o que podem contra os adversários. “Com certeza o comitê da maldade vai estar pronto para jogar tudo no ventilador”, disse Riva em relação ao que espera do debate. “Mas vou de cara limpa, tranquilo, para mostrar minhas propostas. Não pretendo baixar o nível”, promete. “Estamos na frente, sendo bombardeados com calúnias. Se alguém baixar o nível terá resposta.

 

Nosso objetivo é mostrar os erros deste governo, que quer se perpetuar no poder e as propostas que temos para Mato Grosso”, desafia Taques, propondo um pacto para Mato Grosso. “Que seja um debate de ideia. É o que o povo deseja”, cutuca o petista Lúdio Cabral.   Acreditamos que a campanha deve ganhar ainda mais força a partir dele”, avalia.

 

Disputando pela coligação Viva Mato Grosso, o deputado estadual José Riva (PSD), por sua vez, afirma estar preparado para qualquer tipo de embate, ressaltando também esperar que o confronto se mantenha voltado às propostas de cada um. “É difícil prever o que vai acontecer em um debate. Se sair desse campo, vamos procurar, pelo menos, ter respeito com a sociedade, que merece ouvir perspectivas boas de futuro que cada candidato tem para eles”.  

 

 

Jonas Jozino | Redação 24 Horas News

Comentários

Data: 26/08/2014

De: Rose

Assunto: Riva

José Geraldo Riva é o candidato recordista de processos




O recordista de processos nas eleições para governador é José Geraldo Riva (PSD), de Mato Grosso. Ele é alvo de 117 procedimentos, o equivalente a quase 36% das ações que correm contra candidatos em todo o País, considerando-se os tribunais de Justiça, os de Contas e os Eleitorais.

Por causa de condenações já sofridas, o Tribunal Regional Eleitoral não considerou Riva apto a concorrer, mas ele recorreu e, até a decisão final, poderá fazer campanha. ‘Tenho certeza de que vamos derrubar (a decisão) no julgamento técnico do Tribunal Superior Eleitoral‘, disse ele ao Estado. ‘Nem faço questão de me eleger. O mais importante é mostrar que sou inocente.‘

Riva argumenta que não está enquadrado na Lei da Ficha Limpa porque em suas condenações não está configurado que houve, cumulativamente, dolo, enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário. ‘Quem conhece minha história sabe que não tem nada a ver‘, disse.

O candidato foi processado, entre outras irregularidades, por um escândalo de desvio de recursos ocorrido quando ocupava a presidência da Assembleia Legislativa do Mato Grosso. Ele foi acusado de desviar
R$ 2,9 milhões por meio de falsos empréstimos bancários. Parte desse valor era movimentado em empresas de João Arcanjo Ribeiro, conhecido como Comendador Arcanjo, acusado de comandar uma organização criminosa com ramificações no Executivo e no Legislativo do Estado.

Riva e outro parlamentar, na época, foram acusados de movimentar, entre 1998 e 2001, R$ 65 milhões das contas da Assembleia, que foram parar em empresas de Arcanjo.

Segundo sustentou o Ministério Público, os dois então deputados faziam falsos empréstimos no Banco ABN Amro Real em nome de funcionários da Assembleia. A ação diz que o dinheiro ficava com os dois, que usavam cheques da Casa para pagar as dívidas com o banco. Além disso, segundo os promotores, as empresas de Arcanjo eram usadas para transformar em dinheiro vivo os cheques emitidos irregularmente pela Assembleia. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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