25/08/2015 - Juiz pede diligências e dá prazo de 5 dias a Eder, Laura e Cuzziol

O juiz Jeferson Schneider, titular da 5ª Vara Federal em Mato Grosso, converteu o julgamento da ação penal contra o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes (PHS), a mulher Laura Tereza da Costa Dias e o superintendente do BIC Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, em diligência e deu prazo de 5 dias corridos para as partes se manifestarem. Passado esse prazo, com ou sem manifestação dos réus, bem como do Ministério Público Federal (MPF), o magistrado irá prolatar a sentença.

A ação penal está há mais de um mês aguardando uma decisão de Schneider. Nela, os 3 réus são acusados por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, delitos investigados na Operação Ararath, deflagrada em etapas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, em novembro de 2013.

O esquema, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 500 milhões nos últimos anos sendo que parte do dinheiro foi usado para bancar campanhas políticas e até comprar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). São investigados dezenas de pessoas entre políticos com e sem mandato além de empresários e até um promotor de Justiça, do Ministério Público Estadual (MPE).

A medida adotada pelo magistrado em virtude da juntada de documentos pelas partes. Dessa forma, Schneider determinou nesta terça-feira (25) a intimação de todos os envolvidos para se manifestarem nos autos.

A ação penal tramita na 5ª Vara Federal desde o dia 20 de maio de 2014 e a princípio tinha 4 réus pois o ex-secretário adjunto Vivaldo Lopes Dias foi denunciado no mesmo processo. No entanto, em agosto do ano passado, o juiz Jeferson Schneider atendeu a pedido da defesa de Vivaldo e desmembrou o processo já que ele aguardava o término de uma perícia contábil em sua empresa Brisa Assessoria.

Segundo o MPF, a empresa também movimentou dinheiro oriundo de empréstimos ilegais feitos nas factorings do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, delator de todo o esquema.

 

Welington Sabino, repórter do GD

 

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