25/11/2015 - Taques: "O Brasil tem que pensar em outras coisas, não em jogos”

O governador Pedro Taques (PSDB) se manifestou contrário ao projeto que tramita no Senado Federal e que prevê a legalização do funcionamento de cassinos, do jogo do bicho e dos bingos (presenciais e online).

 

O projeto está sob a relatoria do senador Blairo Maggi (PR), na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional. Na pauta da comissão, está prevista a votação do texto nesta quarta-feira (24).

 

Como a matéria tramita no Senado em uma única comissão, em caráter terminativo, se aprovada pelo colegiado, vai diretamente para a Câmara, sem necessidade de análise no plenário do Senado.

 

“Sou contrário aos jogos de azar. O Brasil tem que pensar em outras coisas, e não em jogos”, afirmou o governador, ao ser questionado sobre o assunto, durante evento na tarde desta terça (24), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Taques lembrou ainda que atuou contra a contravenção, quando era procurador da República em Mato Grosso.

 

À época, o hoje governador atuou fortemente em ações que levaram à deflagração da Operação Arca de Noé, pela Polícia Federal (PF).

 

A operação, realizada em dezembro de 2002, contou com a participação do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e resultou na prisão do então bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

 

“Todos sabem minha atuação contra os caça-níqueis e outros fatos relacionados à contravenção, aqui no Estado”, afirmou o governador.

 

“Sou contrário os jogos de azar, como cidadão e como agente político. Pessoas foram mortas na avenida do CPA “, completou Taques, referindo-se ao empresário Rivelino Jacques Brunini, assassinado em junho de 2002, em uma oficina mecânica, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA), na Capital.

 

Regulamentação

 

Questionado se irá regulamentar os jogos de azar em Mato Grosso, caso o projeto do Senado seja sancionado, Taques disse: “Não trabalho com hipóteses”.

“Eu sou contrário, mas as pessoas têm a liberdade de decidir, os parlamentares e o cidadão terão que escolher. Não me cabe falar sobre hipótese. No dia em que for aprovado [o projeto],eu me manifesto. Nunca joguei em cassino, joguei só banco imobiliário”, brincou o governador.

 

Cassinos, bingos e jogos de bicho

 

O texto sob a relatoria do senador Blairo Maggi, conforme reportagem publicada pelo G1, prevê até 35 cassinos no país, com no mínimo um por unidade da federação.

 

Alguns estados poderão ter dois ou três, "conforme critérios populacionais e econômicos", a serem regulamentados.

 

O texto também autoriza a existência de uma casa de bingo a cada 250 mil habitantes do município.

 

O credenciamento para exploração do jogo do bicho será concedido à empresa que comprovar que tem reserva de recursos suficiente para garantir o pagamento das obrigações que a lei prevê, com exceção da premiação.

 

 

 

Camila Ribeiro 
Da Redação

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