25/12/2012 José Riva diz que disintrusão da Suiá Missu é uma das maiores injustiças já cometida

O clima de apreensão toma conta dos moradores do município de Alto Boa Vista, em função da desintrusão da área demarcada sobre as terras da antiga Suiá Missu, na localidade do Posto da Mata, entre a cidade e São Félix do Araguaia, distante 1.100 km de Cuiabá.


O conflito agrário envolvendo a reserva indígena de Marãiwatsede mostra uma injustiça promovida com os cerca de sete mil moradores da região, que construíram sua vida no local e agora, mais de 30 anos depois, não tem para onde ir. Na Assembleia Legislativa, nos esforçamos diariamente para sensibilizar o Governo Federal em revogar o decreto que demarcou os 165 mil hectares da Gleba Suiá Missu como terra indígena Marãiwatsede, na qual foi decidido pelo assentamento dos índios xavantes.


Em esforço concentrado, os deputados estaduais se debruçaram nessa questão para encontrar uma solução que atenda aos interesses dos posseiros e dos índios: a transferência do povo indígena para outra área mais adequada à etnia Xavante. Essa proposta está amparada por Lei, que autoriza o Governo do Estado a acomodar os índios numa área de 230 mil hectares, no Parque Estadual do Araguaia. Boa parte dos próprios índios aceitaram a proposta, mas nem estes foram ouvidos. Além disso, houve manifestações na tribuna por parte de todos os parlamentares, em conjunto com o Governo do Estado, senadores e deputados federais de Mato Grosso.


Trabalhamos coesos para impedir esta ação que pra mim é considerada como uma das principais injustiças promovidas no Estado. Porém, após reuniões em Brasília, no próprio Posto da Mata, o que se viu foi a falta de vontade política da presidente Dilma Rousseff (PT), dos ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmanm, da Justiça, Eduardo Cardozo, e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Esperamos que o Governo Federal ainda mude de opinião e revogue este decreto, pois é muito triste ver as famílias deixando seus lares onde construíram a sua vida e hoje, estão sem perspectivas de futuro.

Neste dia 20 de dezembro, data em que Alto Boa Vista completa mais um ano de emancipação político-administrativa, espero que as autoridades nacionais se sensibilizem com a situação difícil destas inúmeras famílias e diante do espírito de Natal, possam reconhecer o equivoco e devolver a tranquilidade às pessoas que estão sendo forçadas a deixar os seus lares.
Esperança para Alto Boa Vista.

 

Da Redação

 

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