26/02/2016 - Mulheres do Norte Araguaia podem ter utilizado suposto esquema de aborto

A Polícia Civil de Redenção, no sul do Pará, deflagrou na ultima semana, uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão, e condução coercitiva de pessoas investigadas em um inquérito policial sobre um suposto esquema de prática de abortos ilegais e venda de partos.

 

O suposto esquema tem levantando suspeitas que mulheres da região Norte Araguaia, em especial de Vila Rica e Confresa também possam ter se utilizado da possível pratica criminosa, que teria acontecido no Hospital Municipal Materno Infantil de Redenção, localizado no bairro Capuava, sede do município.

 

Durante a Operação "Sexto Dia", a equipe policial apreendeu prontuários de atendimentos médicos, computadores e aparelhos celulares e conduziu o diretor e dois médicos do hospital para a Delegacia de Polícia Civil, para prestar depoimento em cumprimento aos mandados de condução coercitiva. Após o depoimento, todos foram liberados.

Segundo o delegado Antônio Miranda, superintendente da região do Araguaia, a Polícia Civil recebeu informações de que médicos do Hospital estariam cobrando por partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A partir dessa informação, as investigações foram iniciadas há cerca de 4 meses. No decorrer das investigações presididas pelo delegado Pedro Henrique de Andrade, surgiram informações de que também abortos ilegais estariam sendo praticados no hospital e que envolveriam o diretor os médicos da unidade hospitalar. Inicialmente quatro casos de venda de parto e aborto ilegal foram identificados.

 

As investigações mostram até o momento que mulheres grávidas faziam exames pré-natais na rede particular e na hora do parto os médicos cobrariam valores de até 6 mil reais. Devido ao alto valor, elas acabavam aceitando fazer o parto na rede municipal onde os médicos teriam exigido pagamentos de 2 a 3 mil reais. No caso dos abortos ilegais, o diretor do hospital seria responsável por vender o medicamento "Citotec" pela quantia de R$ 500 e encaminhar as pacientes para os médicos fazerem uma curetagem, procedimento em que são retirados os restos do aborto através de uma raspagem uterina.

 

Além disso, os prontuários de atendimento médico eram rasurados para omitir os atendimentos realizados. A operação contou com a participação dos policiais civis da Superintendência Regional e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) da região sul e sudeste do Pará. As investigações irão prosseguir para identificar outras pessoas supostamente envolvidas nos crimes. Informações da Polícia Civil.

 

 

 

Fonte: Dinho Santos e Evandro Carlos

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