26/03/2014 - Acusado de "lavar dinheiro", vereador é preso pelo Gaeco

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) prendeu, no inicio da manhã desta quarta-feira (26), o ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, João Emanuel Pereira Lima (PSD). 

A prisão faz parte da parte dois da Operação Aprendiz. Após ser preso, ele foi encaminhado para a sede da Polinter, na Capital.

O parlamentar é investigado desde o início da operação, deflagrada em novembro de 2013, que desbaratou um suposto esquema criminoso de desvio de dinheiro público, por meio de fraude em licitação no âmbito das compras realizadas pelo Poder Legislativo da Capital. 

O vereador é acusado de participar, também, de um esquema de falsificação de documentos de terrenos e áreas.

Além de João Emanuel, outras três pessoas também tiveram os mandados de prisão expedidos pela Justiça e que estão sendo cumpridas neste momento. 

O vereador está sendo encaminhado para a sede da Polinter, no bairro Centro América. 

A ação 

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou no dia 28 de novembro a "Operação Aprendiz". 

O objetivo na ocasião foi desbaratar um suposto esquema criminoso de desvio de dinheiro público, por meio de fraude em licitação, no setor de compras realizadas da Câmara Municipal de Cuiabá.

À época, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Legislativo.

João Emanuel, então presidente da Casa, foi afastado de suas funções e, depois, renunciou das funções no dia 3 de dezembro. 

Em justificativas feitas no ano passado, o vereador afirmou que a ação do MPE era “desproporcional e ilegal”. 

Depois, em discurso no Parlamento, disse que deixava a Presidência para que não dissessem que ele estava fazendo uso do cargo para evitar as investigações do MPE e que, “em nenhum momento, houve a intenção de denegrir a imagem da Câmara”.

“Para que meus pares não fiquem constrangidos e para que não se alegue que a presidência dessa Augusta Casa de Leis serve para evitar manobras e investigações, sejam de quaisquer naturezas, venho comunicar a minha destituição da honrosa função de presidente. Ao contrário daqueles que acreditam que podem tudo, eu acredito que nós temos que ter a consciência e pensar no coletivo. Temos que pensar nos vereadores, na Casa de Leis”, disse.

O esquema

Segundo investigações do Gaeco, João Emanuel estaria envolvido em um esquema de falsificação de documentos de terrenos. 

Os imóveis estariam sendo usados em garantia para agiotas na captação de dinheiro para sua futura campanha de deputado nas eleições deste ano. 

Segundo o Gaeco, os terrenos seriam pagos aos proprietários com oferta de participação em processos licitatórios fraudados na Câmara Municipal.

 

ISA SOUSA
DA REDAÇÃO

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