26/03/2015 - Defesa vê decisão da Justiça como natural e diz que provará inocência

A defesa da ex-primeira-dama do Estado, Roseli Barbosa, patrocinada pelo advogado Ulisses Rabaneda, avalia como natural a decisão da Justiça, que tornou Roseli e mais 32 pessoas réus em ação por suposto desvio de R$ 8 milhões na secretaria de Trabalho e Assistência Social. Para Ulisses, agora é a oportunidade de resgardá-la. “Este é um trâmite processual comum para que possamos apresentar as provas necessárias, mostrando que não há envolvimento de Roseli em nenhum suposto desvio de recurso público”, salienta. 

 

A decisão de colocar a ex-primeira dama como ré foi da juíza Selma Rosane Santos Arruda, após receber denúncia oferecida pelo Ministério Público. Além de Roseli, estão entre os que, agora, são processados Jean Estevan Campos Oliveira e o empresário Paulo Cesar Lemes proprietário dos institutos IDH, Concluir e INDESP, envolvidos no suposto crime contra a administração pública.

 

O advogado destaca, no início da investigação do MP, consta nos autos a inexistência qualquer prova de participação da Roseli no desvio de recursos. “A ex-secretária prestou depoimento e se colocou à disposição da Justiça para ajudar no esclarecimento dos fatos”, ressaltou. De todo modo, para o jurista, não houve surpresa tanto em relação a denúncia do MPE, quanto no recebimento dela. “É o momento que é oferecido para apresentação de provas e poderemos trazer luz aos fatos, mostrando que não há nenhum desvio de conduta nas ações de Roseli Barbosa à frente da Setas”.

 

Operação Arqueiro

A denúncia do MPE é resultado da Operação Arqueiro, deflagrada pelo Gaeco em 29 de abril de 2014, a partir do cumprimento de mandados de busca e apreensão na Setas. Naquele dia, os agentes apreenderam documentos contábeis, licitatórios, de liquidação e de prestação de contas referente a convênios firmados entre o governo do Estado e os institutos supostamente de fachada para realização de cursos profissionalizantes. (Com Assessoria)

 

 

Tarso Nunes

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