26/03/2016 - Dos 11 da bancada de MT, 7 votam favorável ao impeachment de Dilma

Dos 11 parlamentares que integram a bancada de Mato Grosso, em Brasília, sete deles vão votar pelo impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT). Outros três parlamentares estão “em cima do muro”. O único contra a saída de Dilma é o petista Ságuas Moraes. O processo de impedimento está em tramitação na Câmara Federal.

 

Os parlamentares favoráveis representam 63,6% da bancada mato-grossense, composta por oito deputados federais e três senadores. Apenas 9% é contra a presidente o impedimento de Dilma. Enquanto isso, 27,4% ainda não definiram acerca do assunto.

 

O senador Wellington Fagundes (PR) e os deputados federais  Valtenir Pereira e Carlos Bezerra, ambos do PMDB, argumentam o fato de estarem “em cima do muro” em razão de que é preciso aguardar o parecer da Comissão Especial, responsável por analisar o pedido de Impeachment. O intuito é verificar se existe crime de responsabilidade cometido por Dilma.

 

Valternir, inclusive, compõe a Comissão Especial que avalia o pedido de saída de Dilma do Palácio do Planalto. Até por isso, chegou a ser pressionado por ex-alunos para que vote pelo impeachment. Entretanto, justificou que sua análise se pautará numa dedicada e profunda avaliação jurídica do processo, para então definir o voto.

 

Dos que puxam a fila do Impeachment, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) é o mais efusivo. O tucano diz que a delação premiada do ex-líder do Governo, senador licenciado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) aponta que a ex-presidente Dilma sabia do pagamento de propina do Petrolão. Além disso, a tentativa de nomear o ex-presidente Lula para a Casa Civil para evitar que Lula vá preso.

 

O correligionário de Dilma, deputado federal Ságuas Moraes, sustenta que o Impechment contra a presidente é tentativa de golpe. O petista afirma que Lula tem sofre nenhuma ação e que é apenas investigado. Em relação ao possível crime de responsabilidade contra Dilma, o deputado afirma que as pedaladas fiscais foram feitas em todos os governos, inclusive, no do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

 

2º Impeachment

O médico José Augusto Curvo, o Tampinha (PSD), juntamente com hoje senador Wellington Fagundes (PR), são os únicos que devem participar do segundo impeachment. O primeiro foi do ex-presidente Collor, em 2012, quando acabou sofrendo impedimento.

 

Tampinha lembra que era colega de turma de Collor, mas mesmo assim votou pelo impeachment do ex-presidente, hoje senador pelo PDT. O social-democrata só irá participar do processo em razão do titular, deputado Ezequiel Fonseca ter se licenciado por motivos de saúde.

 

O deputado afirma que vê neste processo de impeachment existem mais elementos do que na época do Collor. “Dilma perdeu credibilidade. As empresas vão quebrar com ela por mais três anos”, declara.

 

 

 

Tarso Nunes

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