26/04/2011 - 08h:57 Agente prisional acusado de tráfico em presídio se entrega ao Gaeco

Agente prisional acusado de tráfico em presídio se entrega ao Gaeco O agente prisional Valderson Wilson Guimarães, vulgo Caverinha, se apresentou na tarde desta segunda-feira (25) na sede do Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele estava foragido desde a semana passada, acusado de envolvimento com uma quadrilha que vendia drogas, celulares, armas e bebidas na Penitenciária Central do Estado, Pascoal Ramos.

Em depoimento ao promotor de Justiça Sérgio Silva da Costa, responsável pelas investigações que resultaram na Operação Ergástulo, o agente negou participação na quadrilha e afirmou ter sido assediado pelos presos para facilitar a entrada de celulares no Pascoal Ramos.

“Ele (Valderson) nega a participação, mas admite que era ‘cantado’ pelos presos”, afirmou o promotor. O agente prisional disse que não se negava, mas que enrolava os detentos com falsas promessas na expectativa deles desistirem.

Sobre o tráfico de drogas, Valderson negou e declarou nunca ter recebido nenhuma proposta para transportar drogas para dentro do presídio. No período das investigações ele estava lotado na penitenciária, mas no início o ano foi transferido para a guarda do Fórum de Cuiabá.

O agente prisional já vinha respondendo processo por tentativa de homicídio e já foi investigado por recebimento de propina. “Dos 14 presos quatro confirmaram que ele (Valderson) é a pessoa que mais facilitava a entrada de drogas na cadeia”, ressaltou o promotor.

Valderson chegou a dizer que como ‘enrolava’ os presos, muitos sentiam raiva dele e, por isso, seu nome foi envolvido nas investigações, porém, Sérgio Silva informou que durante as investigações seu nome foi citado nas escutas telefônicas e ‘os detentos o elogiavam muito’.

Quadrilha

A quadrilha era composta por traficantes, que já estavam presos, três policiais militares e três agentes prisionais. Dos 14 envolvidos, apenas Valderson, estava foragido. Os outros treze envolvidos foram detidos na quarta-feira (20), exceto os que já estavam presos. Os mandados de prisão foram expedidos pelo juízo da 9ª Vara Especializada Delito Tóxico.

Entre os crimes a eles imputados estão: tráfico de entorpecentes, associação ao tráfico, corrupção ativa e passiva, como também formação de quadrilha, com atuação contínua nas imediações e dependências da Penitenciária Central do Estado.

 

Da Redação - Julia Munhoz
Foto: divulgação