26/04/2014 - Com 20 votos, João Emanuel é cassado na Câmara Municipal

Não adiantou atestado de saúde de dez dias, vídeo em que uma vítima do vereador anuncia  a sua inocência das ameaças de apresentação de nomes de vereadores que teriam feito extorsão. João Emanuel não é mais presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. Ele foi cassado em votação da sessão extraordinária que durou cerca de 3 horas por 20 votos, quatro abstenções e apenas uma ausencia, a do próprio João Emanuel, que apresentou atestado médico. O primeiro suplente do PSD, Paulo Araújo deve tomar posse na próxima semana.

 
Acusado de decoro parlamentar por ter sido flagrado em um vídeo supostamente ensinando como fraudar uma licitação e por ter comparado a Câmara Municipal de Cuiabá como uma “Casa dos Artistas”, o vereador João Emanuel, que chegou a ser preso por decisão do Gaeco, tentou de todas as formas evitar o seu julgamento político. Chegou a conseguir protelar algumas sessões, mas a desta sexta-feira não teve jeito. Foi a votação e acabou cassado.
 
A sessão começou com a apresentação de um requerimento pedindo que quatro vereadores – Júlio Pinheiro, Toninho de Souza, Ricardo Saad e Faissal Kalil fossem impedidos de participar da votação. A defesa perdeu a tentativa com os vereadores votando contra a intenção por unanimidade. Depois a defesa apresentou um laudo médico em que João Emanuel teria 10 dias de licença. Não adiantou.
 
A defesa do vereador, feita pelo advogado Rodrigo Cyrineu ainda pediu a autorização para apresentar um vídeo em que a vítima diz que João Emanuel seria inocente. Ninguém ligou.
 
Após a apresentação do vídeo, o presidente da mesa, Júlio Pinheiro colocou em votação. Quatro vereadores não votaram na cassação de João Emanuel, preferiram abster  Chico 2000, Lueci Ramos, Macrean dos Santos e Maurélio Ribeiro. O restante da casa, 20 vereadores foram favoráveis a sua cassação. Inclusive Toninho de Souza, que é do mesmo partido, o PSD e que pode ser expulso da sigla, perdendo também sua condição de vereador.
 
Logo após ao encerramento da sessão os vereadores deixam o plenário sem querer dar explicações, enquanto o advogado Rodrigo Cyrineu disse que a batalha não terminou e que João Emanuel vai recorrer no Tribunal de Justiça e se for necessário até no Supremo Tribunal Federal, pois teve sua defesa cerceada por aqueles que o queriam ver fora da política cuiabana.
 
Confira como foi a votação:
 
Arílson da Silva (PT) – sim
 
Arnaldo Penha (SDD) – sim
 
Chico 2000 (PR) – abstenção
 
Cido Mendonça (PT) – sim
 
Dilemário Alencar (PTB) – sim
 
Faissal Calil (PSB) – sim
 
Haroldo Kuzai (SDD) – sim
 
Juca do Guaraná (PT do B) – sim
 
Júlio Pinheiro (PTB) – sim
 
Leonardo de Oliveira (PTB) – sim
 
Lilo Pinheiro (PRP) – sim
 
Lueci Ramos (PSDB) – abstenção
 
Marcrean dos Santos (PRTB) – abstenção
 
Mário Nadaf (PV) – sim
 
Maurélio Ribeiro (PSDB) – abstenção
 
Néviton Fagundes (PTB) – sim
 
Onofre Júnior (PSB) – sim
 
Oséas Machado (PSC) – sim
 
Renivaldo Nascimento (PDT) – sim
 
Ricardo Saad (PSDB) – sim
 
Toninho de Souza (PSD) – sim
 
Wilson Kero-Kero (SDD) – sim 

 

 

Jonas Jozino e Lauro Nazário 

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