26/04/2015 - Fim da reeleição beneficiará Mauro, que pode disputar Governo

Com as mudanças na legislação eleitoral, por meio da reforma política que vem sendo discutida no Congresso, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), poderá se tornar peça fundamental para os próximos pleitos e ser o maior beneficiado. Isto porque, o socialista é o mais cotado para a disputa ao governo do Estado, com o fim da reeleição, fato defendido pelo próprio chefe do Executivo. 
 
Mendes ainda tem a possibilidade de, em qualquer circunstâncias, ter apoio do governador Pedro Taques (PDT) e do senador Blairo Maggi (PR), o que faria ter um palanque de peso na disputa. O fim da reeleição provavelmente será aprovada pelo Congresso e caso já valha para as eleições de 2016, o socialista ficaria impedido de disputar o pleito. 
 
Sendo assim, o nome dele ganha força para as eleições de 2018 tanto para o governo do Estado como para o Senado, quando serão disputadas duas vagas. Mendes adiantou que é contra a reeleição, mas ponderou que “joga de acordo com as regras”, portanto, em caso da reforma política não ser validada para a disputa no ano que vem, o prefeito poderá ir à reeleição. No entanto, poderá negociar para deixar o mandato na metade e sair para disputar a cadeira de governador, na sucessão a Pedro Taques, de quem é aliado desde 2010. Mauro já concorreu ao governo, mas foi derrotado por Silval Barbosa (PMDB). "Se aprovarmos a reforma política, topo qualquer coisa. Estou preocupado com o nosso país, e não comigo. Temos de ter maturidade para melhorar a política e a gestão pública”, afirmou. 
 
Com relação à possibilidade de partidos aliados estarem anunciado possíveis candidatos para a disputa à prefeitura, Mendes considera o fato natural. Sobre as propostas da reforma política, o prefeito defendeu o fim da reeleição, mandato de cinco anos, fim das coligações e voto distrital. 
 
Para ele, as alterações devem garantir mais isonomia no processo eleitoral. “Muito dos males da política começa nas eleições, são eleições caras, que não permitem isonomia em quem está ou não no mandato, diferentes setores, tipo de candidato com diferente poder aquisitivo”, afirmou. 
 
 
 
 
Diário de Cuiabá
 

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