26/04/2016 - "Uber dos Caminhões" vê Mato Grosso como estado potencial para suas atividades

26/04/2016 - "Uber dos Caminhões" vê Mato Grosso como estado potencial para suas atividades

Mato Grosso é tido como um estado potencial pelo mais novo sistema de carregamento de cargas similar ao serviço de transporte de passageiros Uber, que promete não só otimizar a utilização de caminhões, mas como também baratear o frete em até 30%. A tecnologia chamada de "Uber dos Caminhões" conta com mais de 100 mil caminhoneiros cadastrados no Brasil. Setor do transporte de Mato Grosso vê a “novidade” como possível fim dos Transportadores de Cargas Autônomos (TAC). 

O sistema do "Uber dos Caminhões" foi criado por um dos ex-sócios do Uber de passageiros e está sendo implantado no Brasil pela CargoX desde novembro de 2015.

A CargoX é a primeira transportadora brasileira sem ativos. Ela é baseada em tecnologia mobile, big data e economia compartilhada, com uma rede de mais de 100 mil caminhoneiros. "A CargoX é especializada em carga lotação, tendo a flexibilidade de atuar em qualquer segmento, devido à sua rede de caminhoneiros", explica o diretor de logística da CargoX, Alan Rubio, em entrevista exclusiva ao Agro Olhar.

A CargoX, segundo o diretor de logística, mantém relação comercial com o embarcador e comunica ao caminhoneiro quanto a nova carga por meio de um aplicativo exclusivo entre a CargoX e os caminhoneiros. "O processo de qualificação da frota também é muito parecido com a Uber, pois o caminhoneiro passa por uma avaliação constante de quem usa o serviço. Ele ainda recebe treinamento e só passa a fazer parte da rede após um rigoroso processo de avaliação", salienta.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conforme Alan Rubio, a decisão em se investir no mercado de transporte de cargas é pelo setor ainda ser o principal modal para a movimentação de carga no Brasil e com um grande potencial a ser explorado com tecnologia e inovação.

A CargoX atua de forma nacional e tem Mato Grosso como "um estado potencial para nossas atividades". "Estamos certos de que o agronegócio é um importante setor dentro da economia e transporte brasileiro e certamente será uma das nossas áreas de atuação. Vamos colocar esforços e investimentos para desenvolver esse mercado", pontua Alan Rubio.

A previsão de faturamento para 2016 é de R$ 48 milhões e é percebido um crescimento mensal da demanda de 100% desde a implantação em novembro do ano passado.

Redução de 30% do frete

Os fretes, de acordo com o diretor de logística da CargoX, podem ser reduzidos em até 30%. "Acreditamos e temos exemplos já desenvolvidos mostrando que é possível contribuir na cadeia logística com a redução de custo, sem onerar o caminhoneiro. Vamos atuar com tecnologia e big data para melhor aproveitamento das viagens, que hoje, por sua vez, possuem mais de 40% de ociosidade".

Para o setor do transporte de cargas de Mato Grosso, essa nova "modalidade" de transporte por meio do "Uber dos Caminhões" vingue será decretado o fim do Transporte Autônomo de Cargas (TAC) no Brasil. Em 2015, o país teve três paralisações do setor do transporte todas lideradas por caminhoneiros autônomos e as principais reivindicações era o alongamento das dívidas e a criação de uma Tabela de Fretes, que viesse a garantir os custos operacionais.

"Mas aí, aparece uma "Transportadora" que não tem caminhões, oferecendo aos embarcadores brasileiros uma redução nas tarifas de fretes no País em torno de 30%, e se isto realmente acontecer chegaremos ao fundo do poço, pois atualmente no segmento de transporte rodoviário de cargas não existe margem para este percentual de redução, a não ser que esta empresa se utilize da informalidade e da sonegação de impostos", afirma o diretor executivo da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes.

O diretor executivo da ATC acredita que em um primeiro momento a redução de até 30% do frete dito pela CargoX pode chegar a tal patamar em decorrência " drástica redução na oferta de cargas e à grande oferta de caminhões no mercado".

 

 
 
 

 

Da Redação - Viviane Petroli

 

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