26/04/2016 - Ex-secretário confirma crimes e relata ameaças de Silval e aliados: “homem de boca mole vira comida de formiga”

26/04/2016 - Ex-secretário confirma crimes e relata ameaças de Silval e aliados: “homem de boca mole vira comida de formiga”

 

O ex-secretário de Administração, César Zílio, declarou à polícia que efetivamente participou de uma organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval da Cunha Barbosa. Segundo Zílio, delator premiado no caso, ameaças eram proferidas indistintamente por Barbosa e aliados: “homem de boca mole vira comida de formiga”, “quem tem c*, tem medo”, eram exemplo de frases com propósito de transmitir medo.

As informações constam na denúncia formulada pela promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco Silva, no dia 12 de abril, em conseqüência das diversas fases na Operação Sodoma. César Zílio foi apontado como um dos membros do grupo criminoso, responsável por tentar esconder R$ 13 milhões fruto de extorsões. Em momento posterior, o ex-secretário firmou termo de colaboração.

No caso, os fatos levantados nas quatro fases da “Operação Sodoma, apontam que Silval moldou o Poder Executivo para que agentes públicos praticassem crimes de fraude em licitação, fraude processual, extorsão, lavagem de dinheiro e crime contra a administração pública. 

O Ministério Público de Mato Grosso denunciou 17 pessoas. Entre os nomes estão o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado estadual José Riva e o ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace dos Santos Guimarães.

São denunciados, ainda, Marcel Souza de Cursi, Pedro Jamil Nadaf, Rodrigo da Cunha Barbosa, Silvio Cezar Correa Araújo,José Jesus Nunes Cordeiro, César Roberto Zílio, Pedro Elias Domingues, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Karla Cecília de Oliveira,Tiago Vieira de Souza,Fábio Drumond Formiga, Bruno Sampaio Saldanha,Antonio Roni de Liz e Evandro Gustavo Pontes da Silva.

Ainda conforme os autos, as ameaças eram proferidas por, além de Silval, Pedro Nadaf, Francisco Gomes de Andrade Lima, José Cordeiro e Sílvio Cezar de Araújo. César Zílio afirma que as intimidações “até hoje lhe causam muito receio e temor”.

 

 

 

Da Redação - Arthur Santos da Silva

 

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