26/07/2016 - Balsas encalham em Caseara e travam acesso ao Pará e Mato Gross

26/07/2016 - Balsas encalham em Caseara e travam acesso ao Pará e Mato Gross

Menos de 90 dias depois do Rio Araguaia, transbordar suas margens devido a estação das chuvas, inundado fazendas e áreas a margem do mesmo, o nível na travessia de Barreira dos Campos no Pará a Caseara no Tocantins, esta com o curso de água tão baixo, que balsas estão encalhando e seus operadores estão tendo que aliviar suas cargas.

 

Faixas amplas de areia das margens, geralmente invisíveis mesmo na estação baixa, estão agora expostas, encolhendo a largura do rio e afetando o modo como as embarcações de navegarem.

 

De acordo com Bruno Freitas, morador de Santana do Araguaia, dezenas de veículos se acumulam tanto no lado paraense, como no lado tocantinense, neste sábado dia 23, algumas travessias com encalhes, chegaram a demorar cerca de 4 ( quatro) horas sendo que em situação de tempo normal as travessias são feitas com 55 ( cinquenta e cinco) minutos.

 

Com o encalhamento das embarcações, o fluxo do transito de parte da região do Sul do Pará, e do Norte Araguaia em Mato Grosso fica comprometido, pois os munícipios das duas regiões precisam da travessia para se dirigem para o Tocantins, em especial para a capital Palmas, principal cidade de toda a região.

 

A situação é caótica, e a navegação tem que ser cuidadosa, pois com o rio tão baixo, os canais ficam mais estreitos e mais rasos, apresentando problemas para balsas carregadas com carvão, grãos, ferro, aço, areia, cascalho e outros materiais. Elas devem reduzir suas cargas para evitar encalhar e tomarem cuidado para evitar colisões em um espaço de navegação contraído.

 

Uma das mais prováveis razões para o baixo volume de agua seria além da estiagem, diversos pontos de captação de água próximos as nascentes do Rio Araguaia, as captações estariam sendo feitas para irrigação de plantações em municípios como Mineiros, Jussara e Britânia, em Goiás.

 

Apesar de alguns produtores terem autorização para fazer essa retirada, a Delegacia Estadual do Meio Ambiente de Goias (Dema) informou que essa ação provoca um grave dano ambiental, baixando o nível de agua e podendo até secar o rio devido à degradação.

 

 

 

AMZ
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