26/07/2016 - MP tenta acordo entre Governo e Sintep

26/07/2016 - MP tenta acordo entre Governo e Sintep

Na próxima terça-feira, dia (26), o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) participará de reunião agendada pelo Ministério Público Estadual, às 14 horas, na Promotoria Estadual, com a participação do Governo do Estado. A reunião tem como foco a tentativa de celebrar um acordo referente à greve.

 

O Sintep já confirmou a participação e levará para discussão as pautas de reivindicação: suspensão integral do edital das Parcerias Público Privadas (PPP’s) e convocação das conferência participativas para debater o assunto; proposta para integralizar os percentuais da Lei 510/13 até a próxima data base da categoria, evitando prejuízos nas futuras negociações e comprometimento da política da dobra do poder de compras dos salários, conquistada com a greve de 67 dias, em 2013.Caso avance nas negociações, o Sintep-MT se compromete e fazer a avaliação da mesma junto às bases e convocará suas instâncias deliberativas.

 

“Porém, já temos um calendário de atividades que prevê atos locais na quarta-feira (27) e ato público estadual no dia 1º de agosto”, ressalta o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento.

 

Na quarta-feira passada (20), o Sintep realizou mais um ato público em manifestação à resistência do Executivo Estadual em atender as demandas já pontuadas, desde gestões anteriores. Com a participação e apoio ativo dos educadores do interior, o Lopes salientou que caso não haja acordo entre as partes, a paralisação da educação pode ser a maior da história do Estado. “Ao contrário do que foi prometido pelo Governo nos 100 primeiros dias de gestão, nenhum dos objetos de nossas pautas foram atendidos. E segundo o governador e seus secretários, nada mais poderá ser feito. Em resposta, nós dizemos que continuaremos a greve por tempo indeterminado, podendo até mesmo ultrapassar os 67 dias de paralisação ocorridos em 2013”, diz Lopes.

 

O sindicalista pontua que desde a última assembleia geral da categoria, quando foi recusada o segundo documento enviado pelo Governo, este tem apresentado discursos na mídia para desqualificar o movimento grevista. “Foi publicado em veículos de comunicação informações inverídicas de que os profissionais abandonaram o acampamento na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), deixando para trás todo o material utilizado, como barracas, isopor e bandeiras. Foi acionada a Polícia Militar para a retirada destes. A mesma polícia fechou a entrada da sede do órgão, impedindo a nossa entrada”.

 

Lopes também lembra das tentativas fracassadas do Estado, na busca do Judiciário para tornar a greve ilegal. “Por duas vezes a Justiça considerou o nosso movimento legítimo. E isso só nos deu mais força para continuarmos na luta por nossos direitos”.

 

 

 

A Gazeta