26/08/2014 - Muvuca chama Taques de laranja do agronegócio

O terceiro bloco, logo após a propaganda eleitoral gratuita, como aconteceu no segundo bloco foi agitado pelo jornalista José Marcondes, o Muvuca (PHS), quando indagado pelo senador Pedro Taques (PDT) sobre propostas para o agronegócio. Preparado, Muvuca não poupou seu antagonista, chamando-o de “laranja” dos principais produtores de Mato Grosso, que já teriam investido em sua campanha aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Taques voltou a reclamar que o debater era para troca de ideias e não acusações. 


Na pergunta ao jornalista e principal desafeto, Pedro Taques lhe perguntou sobre o que fará pelo agronegócio. Muvuca foi direto ao assunto lembrando que os principais financiadores da campanha de Taques são o grupo Bom Futuro, do mega produtor Eraí Maggi, e Nelson José, que juntos investiram 2,5 bilhões na campanha do adversário. Ressaltou que Nelson José investiu quase R$ 1 bilhão e deve aos cofres públicos mais de R$ 2 bilhões. “O senhor entende de agronegócio, Nelson José, do grupo Bom Jesus, e Erai trabalham para a campanha, que o senhor vai ter de defender todos eles se assumir o cargo. O senhor demonstra que é o maior laranja de Eraí, Piveta, Bom Jesus, vai defender o agronegócio e não a agricultura familiar. Defesa do agronegócio é grande contra agricultura familiar. O dinheiro que foi investido em sua campanha não foi levado para a saúde, segurança, educação”, completou. 

“Deixando de receber 2,5 bilhões a mais que falta para saúde, segurança, educação. Tudo que precisa população é jogado despesa”, conta. Muvuca diz que se eleito vai remover todos os incentivos fiscais dado ao agronegócio. 

Em resposta Pedro Taques diz que o eleitor, com essa resposta, pode entender para qual motivo cada candidato veio. Ele prometeu fazer com que a Empaer funcione e incentivar a agricultura familiar. 

Em debate com o candidato petista Lúdio Cabral (PT), sobre a questão das drogas em Mato Grosso e como combater, Muvuca aproveitou para citar que espera contar a ajuda e Lúdio caso assuma o governo. "Vou pedir sua ajuda se eleito para resolver esse problema", afirma Muvuca. Ele diz que o combate ao uso de drogas pode e deve ser enfrentado por qualquer um dos candidatos. 

Sobre saúde, Muvuca ainda disse que vai respeitar o teto constitucional para setor, fortalecer hospitais regionais. "A Saúde tem pressa. Vamos reativar conselhos municipais, implantar UPAs em todos os municípios". 

Riva (PSD) indagou o senador Pedro Taques sobre a questão da saúde em Cuiabá, que segundo ele é a pior do Estado, lembrou que o secretário, indicado pelo senador é fraco e que em notícias nacionais foi considerado o pior do Brasil. 

O senador disse que saúde não é dinheiro, gestão, e ressaltou que vai cuidar da saúde preventiva, entregar ações, creches, escolas, que fará hospitais regionais funcionar. “Os hospitais regionais não funcionam em virtude das OSS’s aprovadas pela Assembleia Legislativa. Cuiabá não resolve problemas porque o governo não auxilia”, disse, completando que o cidadão tem o direito de ter atendimento próximo a sua residência. 

Não satisfeito com a resposta, Riva ressaltou que Taques está mudando de ideia porque vinha se referindo que a saúde de Cuiabá não era problema dele, mas sim de gestão. “O senhor não vai me convencer, não apresentou propostas no Senado. Aliás, o povo tem preocupação com quem vai assumir o Senado se assumir o Governo. Deveria explicar isso”, debateu. Taques rebateu que sua grande vitória foi conseguir junto ao Senado a aprovação de que conseguiu aprovar que a corrupção seja taxada como crime hediondo para prender políticos corruptos em ataque ao adversário. 

Na réplica, Riva disse que foram muitas propostas de Taques não cumpridas no Senado e tem preocupação sobre quem vai assumir o lugar dele. 
O nível baixou no último bloco, quando as perguntas foram mais diretas, principalmente para cima do senador Pedro Taques. 

O senador abriu o último bloco falando com Lúdio sobre indicadores sociais. O petista garantiu que o que está errado vai mudar e dar continuidade ao que está certo. Disse ainda que o adversário do PDT ainda vive a fase de Procurador Geral da República se esquecendo de que é um candidato e não consegue apresentar propostas. “O senhor não sabe dialogar, não sabe discutir e que não se governa apontando o dedo para os outros”. 

Logo depois Riva se dirigiu a Taques sobre o rumoroso caso da Cooperlucas e enfatizou que o coordenador do senador, prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta é quem mais se propiciou do caso e deve ao Estado e a União mais de R$ 3 bilhões. Citou ainda a prestação de contas de 2010 e sobre sua participação na lista da Ararath. “Vou provar que o senhor que tenta esconder tudo, está envolvido na Ararath”, completou depois: "Não me meça por sua regra", começa Taques em resposta a Riva. O pedetista voltou a dizer que não é investigado pela operação Ararath. "Minhas contas foram aprovadas, diferentemente do senhor que teve o registro indeferido por unanimidade". Riva afirma que não se mede com a mesma régua de Taques porque a sua régua é a do trabalho e lembra que a prestação de contas do candidato da oposição mostra que ele voou apenas 6 horas na campanha de 2010. 

Sobre a discussão que considerou vazia e oca. "Os candidatos fazem parte de uma mesma panelinha nos últimos 30 anos. As mazelas continuam e quero saber sua opinião sobre esses grupos?". Roberto respondeu que “o debate é um espaço democrático para que a população possa conhecer mais. Acho salutar que os eleitores conheçam os candidatos e as propostas para administrar o Estado e saber também as incoerências”. 

Muvuca reafirmou ainda que é militante e não está ligado a nenhum grupo de poder. Ele ainda relembra que é jornalista e que foi às ruas para combater a organização criminosa chefiada por João Arcanjo, enquanto o ex-procurador-geral só aparece cercado de seguranças.

Ao final do debate, os candidatos deram suas opiniões finais, pedindo votos do eleitor.

 

 

 

Jonas Jozino | Redação 24 Horas News

 

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