26/08/2015 - Câmara recebe mais 11 pedidos de cassação contra Marcrean

Mais 11 pedidos para abertura de processo disciplinar contra o vereador Marcrean dos Santos (PRTB) por quebra de decoro parlamentar e cassação de mandato foram protocolados por associações de moradores na Câmara Municipal de Cuiabá e acatados pela Mesa Diretora presidida por Júlio Pinheiro (PTB). Com isso, já são 14 pedidos semelhantes uma vez que outros 3 já tinham sido protocolados na semana passada. Ele é acusado de ter agredido com socos o líder comunitário José Carlos da Silva (PV).

Após ler os pedidos na sessão desta terça-feira (25), cujo teor é o mesmo, Júlio Pinheiro explicou que todos serão apensos a um único processo e encaminhados ao departamento jurídico da Casa para elaboração de parecer que pode ser pelo arquivamento dos pedidos, bem como pode sugerir que seja encaminhado para averiguação da Comissão de Ética. Além disso, também pode concordar com o pedido de cassação do parlamentar.

Se isso ocorrer, será instaurado uma Comissão Processante para conduzir o processo formada através de sorteio. O parecer jurídico, independente do teor será colocado para votação em plenário.

Dessa vez, os pedidos foram protocolados pelas: Associações de Moradores dos bairros: Parque Residencial Universitário, Bairro Doutor Fábio 2, Dom Bosco, Jardim Imperial, Jardim Imperial 2, Jardim 8 de abril, Bela Vista, Residencial Clóvis Marchetti, São Roque, Jardim Universitário e pela Associação comercial da Carmindo de Campos.

Antes disso, outros pedidos já tinham sido protocolados pelo próprio José Carlos e pelas associações dos bairros Renascer e Pedra 90, Terceira Etapa, Setor Voluntários da Pátria.

Dessa vez, o vereador Maurélio Ribeiro (PSDB) foi o único a se manifestar na tribuna sobre o assunto. “Não posso deixar de cumprimentar essa mente criativa e diabólica que está pro trás. Este é o maior movimento já registrado nessa casa nesse sentido. Ai tem dedo de gente grande, quero alertar os senhores para que não tenhamos medo de defender, não o Marcrean Santos, mas a legitimidade e autonomia que essa Casa tem, sob o risco de nos tornarmos reféns de manobras diabólicas como essas”, disse Maurélio.

Marcrean Santos estava presente na sessão mas não se manifestou. Desde a briga registrada no dia deste mês, na manhã de um sábado, ele ainda não se manifestou sobre a acusação que pesa contra ele. Na sessão seguinte ao episódio, ele não se ausentou do plenário. Nas outras 2 sessões seguintes ele compareceu e ficou sentado dentro do plenário, mas não se manifestou e também não utilizou a tribuna para falar de qualquer outro assunto.

No dia da confusão, ele negou ter agredido José Carlos. Disse que foi seu assessor Elton Santos Araújo que agrediu o líder comunitário nas imediações do Córrego do Barbado, num terreno de propriedade da vítima que recebia um caminhão de aterro. Para o vereador, no local era praticado um crime ambiental e por isso seu assessor estava lá para fotografar e denunciar aos órgãos competentes e responsáveis pela fiscalização. Houve bate boca e depois a briga na qual José Carlos sofreu um corte abaixo do supercílio e afirma que foi resultado de um murro desferido pelo vereador.

 

Redação do GD

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