26/10/2015 - Trabalho de detentos nas escolas economizará R$ 643 mil ao Estado

26/10/2015 - Trabalho de detentos nas escolas economizará R$ 643 mil ao Estado

O valor de R$ 643.303,14 será economizado anualmente com a contratação de mão de obra de recuperandos para a realização de serviços gerais e manutenção nas escolas. Assim, o contrato entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a atual empresa terceirizada, avaliado em R$ 1.257.625,86, passará para R$ 614.322,72 com o convênio mediado pela Fundação Nova Chance, vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). O número representa uma economia de 60% para a Educação. Até novembro, 100% da mão de obra destes serviços será realizada por detentos em recuperação.

Seduc e Sejudh devem assinar nos próximos dias o Termo de Cooperação para a contratação dos futuros servidores. Os 11 homens e 27 mulheres começarão a trabalhar na secretaria de Educação de forma progressiva até atingir o total de 38 contratados.
 
Eles serão divididos por tipo de serviço realizado: dois jardineiros, um pedreiro, um eletricista, dois carregadores, 32 para serviços gerais e de limpeza interna e externa. Esse serão distribuídos entre a sede da Seduc, Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), Departamento de Material e Patrimônio da Seduc (DMP), Arquivo Central da Educação, Conselho Estadual de Educação, Universidade Aberta do Brasil, Exame Supletivo, Centro de Formação e Atualização de Profissionais da Educação Básica (Cefapro) de Cuiabá, e Arquivo de documentação da Seduc.
 
A mudança foi apresentada para os servidores do órgão central no auditório da Seduc, na última semana, pela superintendente administrativa da Seduc Carolina Curvo e a assistente social da Fundação Nova Chance (Funac), Edma Severino.

“Podemos exemplificar casos de sucesso como a secretaria de Estado de Fazenda e a própria Sejudh. Durante o nosso contato com os servidores dessas pastas percebemos que os resultados positivos vão além da economia. Os serviços são de qualidade e essas contratações possuem um valor social, a oportunidade de uma nova chance a essas pessoas”, pontua Carolina Curvo.

A assistente social da Fundação explicou as obrigações e direitos do recuperando no local de trabalho. Bem como esses devem se comportar enquanto estiverem na Seduc. A assistente social conta que para conquistar o benefício de trabalhar extramuros de forma remunerada, o recuperando precisa ter bom comportamento, ter cumprido um 1/6 da pena, já ter trabalhado dentro da unidade penitenciária, além usar tornozeleira eletrônica. Os homens e mulheres receberão um salário mínimo e a remissão de um dia de pena a cada três trabalhados.

 

 

 

Da Redação - André Garcia Santana
 

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