27/01/2015 - Governador não manda no prefeito, diz Taques sobre Fethab em posse

O governador Pedro Taques (PDT) voltou a falar sobre o imbróglio dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que considera uma “briga” justa dos prefeitos em defesa dos municípios. A declaração foi feita durante a posse do novo presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD), na noite desta quinta (26), no hotel Business Prime, em Cuiabá.

 

Para Taques, os prefeitos têm total legitimidade para defender a questão do Fethab e até parabenizou Neurilan e a diretoria da entidade pela defesa intransigente dos direitos dos municípios. “Não existe hierarquia entre o governador e o prefeito, o governador não manda no prefeito, e os prefeitos estão defendendo interesses legítimos de sua população e nós temos que entender isso”, afirma.

O pedetista ainda lembra da importância do recurso para os municípios, no entanto, está cumprindo a lei, mas já fala em um novo Fethab. “Eu disse que nós cumpriríamos a lei, o Judiciário concedeu uma liminar. Nós precisamos agora discutir isso com os prefeitos, inclusive expedimos um decreto convidando a AMM e a Assembleia para que possamos debater um novo Fethab”.

 

 

 

 

Ao cogitar um novo Fundo, Taques avalia que é necessário estudar quanto Mato Grosso precisa para resolver o problema da pavimentação e, segundo ele, isso seria possível por meio de comissão constituída para solucionar o percalço. “Se são R$ 15 bilhões ou R$ 10 bilhões eu não sei, agora com esta comissão constituída poderá chegar a este número para que nós possamos encontrar fontes de receita a fim de fazer frente às despesas que são necessárias”.

 

Na oportunidade, o governador apresentou alguns números dos quase 60 dias de gestão e pontuou ações imediatas realizadas com sucesso, por meio do diálogo entre Governo e Associação. “Só nestes primeiros 57 dias já ouvimos 135 prefeitos, fizemos convênios com municípios, asfaltamos 276 km com a operação tapa buraco, repassamos o dinheiro da saúde para 120 municípios. Aliás, repasse que estava atrasado. E ainda regularizamos o pagamento do transporte escolar”, finaliza.

 

 

Gabriele Schimanoski

 

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