27/02/2014 - Bandido confessa tentativa de assalto e nega mortes

O mecânico Edilson Pedroso da Silva, de 28 anos, confessou em depoimento à Polícia Civil, nesta quarta-feira (26), que tentou assaltar a loja Câmbio Rápido, mas negou que tenha matado a funcionária da loja, Karina Fernandes Gomes, e o policial militar Danilo César Rodrigues.

Após ser ouvido durante três horas na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, o acusado foi levado para o Pronto-Socorro de Cuiabá, para retirada de dois projéteis alojados no peito. 


À imprensa, os delegados Silas Tadeu Caldeira e Walfrido Franklin do Nascimento, responsáveis pelo caso, afirmaram que Edilson disse que a escolha da casa de câmbio foi aleatória e o único objetivo era assaltar porque está desempregado e sua esposa está grávida. 

“Ele chegou perguntando se trocava dinheiro e, ao ver o policial, pensou apenas que fosse um segurança privado da loja. A princípio, o que parece pelas filmagens que tivemos acesso, é que para evitar o assalto, o policial reagiu primeiro, atirando e Edilson teria revidado. A troca de tiros deu início e, assustado, ele fugiu baleado”, disse Nascimento. 

A ação, segundo os delegados, durou cerca de um minuto e meio. O ladrão não conseguiu levar nada da loja. 

Usuário ocasional de maconha, segundo confissão de Edilson aos delegados, ele não estava alterado no momento do roubo. 

Seu nome, no entanto, consta em ficha registrada na Polícia Civil. Entre os antecedentes criminais, estão passagem por roubo e receptação.

A fuga 


Segundo as informações de Silas Tadeu Caldeira, durante a fuga o homem roubou dois carros, sendo um Uno e outro Honda Fit. No último veículo, pertencente a uma senhora, uma bolsa foi deixada e Edilson levou-a quando abandonou o carro próximo a um rio. 

Com medo de ser encontrado, o rapaz saiu sem rumo e, 150 metros depois, encontrou um homem em uma motocicleta. Ainda armado, o bandido anunciou o assalto e mais para frente deixou o veículo e se escondeu no mato, ficando até terça-feira (25) pela manhã. 

Do local, Edilson pegou um táxi e foi para a casa da avó e, em seguida, se dirigiu até a casa do pai, na chácara onde foi localizado. 

A chegada da Polícia até o local foi por denúncia anônima. Caldeira afirmou que não houve por parte de Edilson resistência e, no momento da chegada dos policiais, ele confirmou a ação e negou que tenha atirado. 

Após passar pelo Pronto-Socorro, Edilson foi transferido para a Penitenciária Central do Estado (PCE), no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

Crime passional

A tese, levantada no início das investigações, de que o crime cometido por Edilson seria passional, foi descartada pela Polícia. 

“Nós nunca dissemos que estava descartada, mas também nunca confirmamos. Por nunca ter existido a tese, não há porque descartar algo que sequer houve”, informou o delegado Nascimento.

 

ISA SOUSA

 

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário