27/02/2016 - Maggi “veste a camisa” a favor do impeachment

Em um ato que simboliza um rompimento definitivo com a presidente da República Dilma Rousseff (PT), o senador Blairo Maggi (PR) vestiu a camisa do Movimento Muda Brasil e gravou um vídeo que circulou nas redes sociais convocando populares para irem às ruas no dia 13 de março e expor sua insatisfação com o governo federal.

"Todos aqueles que não estão de acordo com a situação do país e querem uma mudança devem ir para rua porque o Congresso poderá e fará sua parte. Mas só se mudará se tivermos o apoio popular. Portanto, vem você para rua e muda Brasil", disse.

Com no discurso, Maggi se aproxima da ala do PSDB liderada pelo senador mineiro Aécio Neves, candidato derrotado na disputa da presidência da República, que também tem utilizado as redes sociais para defender a participação de populares em mais ato de rua em defesa do impeachment presidencial.

O Movimento Muda Brasil defende abertamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff como solução para a melhoria da economia e do cenário político do Brasil.

A aproximação de Maggi com o PT começou a ser construída a partir do segundo turno da eleição presidencial de 2006, quando na condição de empresário do agronegócio conteve uma revolta do setor contra o petista, assumindo papel de peça-chave na reeleição.

Por conta disso, Maggi veio posteriormente ser até cotado para ser ministro dos Transportes ou da Agricultura no primeiro mandato da presidente da República Dilma Rousseff, o que não se concretizou.

Em dezembro, durante discurso na tribuna do Senado, Maggi já havia se posicionado favorável ao impeachment presidencial.

Naquela ocasião, disse que a situação atual do país é crítica e pode se agravar ainda mais, com a sociedade dividida e com muitos problemas sociais e econômicos.

Para o senador, o impeachment deve ser visto como um processo político, afinal o Congresso é uma Casa política.

Na opinião de Blairo, é melhor sacrificar o cargo e deixar o Brasil inteiro.

“Da forma como vivemos o ano de 2015, simplesmente não é possível viver 2016, 2017 e 2018”, declarou o senador.

Maggi tem reiterado que é preciso dar à sociedade a oportunidade de se manifestar a favor do impedimento de Dilma.

Blairo também tem se declarado como um senador independente e pediu à oposição que respeite o governo, se acaso o impeachment for barrado no Plenário da Câmara dos Deputados.

- Se o governo não conseguir 171 votos na Câmara [para barrar o processo de impeachment], nem merece ficar no poder – afirma.

 

 

 

Rafael Costa - Diário de Cuiabá

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