27/03/2015 - Não adianta pedir sacrifícios se não faz nenhum, diz Blairo sobre Dilma

O senador Blairo Maggi (PR) criticou a presidente Dilma Rousseff (PT) durante sessão plenária nesta quinta (26), diante à crise política pela qual o país enfrenta. O republicano afirmou que não tem visto por parte da petista nenhum esforço no sentido de ouvir o clamor que vem das ruas.

 

Blairo disse ainda que Dilma terá que aceitar os argumentos do povo, bem como as ponderações dos parlamentares de que algumas coisas precisam ser mudadas, que não adianta somente pedir para qualquer um dos senadores e à própria população para fazer sacrifícios, enquanto ela não faz nenhum. “Eu acho que não funciona assim. Não é assim na casa de qualquer um de nós. A figura do chefe da família quando quer sacrifício, tem que dar o exemplo de que o cinto está apertado e que é preciso fazer sacrifício também”.

 

Para o senador, a presidente deveria apresentar medidas concretas que representassem pulso firme no controle, principalmente, dos gastos excessivos com a máquina pública, já que o momento é de arrocho fiscal. “Não vi e não estou vendo qualquer atitude por parte da presidência da República, do Executivo como um todo, de também fazer a sua parte, de reduzir o tamanho da sua máquina administrativa fazendo demissões, exonerações de cargos de confiança, uma vez que são mais de 50 ou 60 mil. O Governo precisa dar uma demonstração. Uma mudança de atitude, isso significará muito em mudança de postura”, pondera.

 

Durante a sessão, Blairo também apresentou um resumo rápido da estrutura de Governo, justificando a redução de pelo menos 14 Ministérios. “Temos 39 pastas. Aí você passa o olho e vê que temos 14 secretarias com status de Ministério. Bom, 39 menos 14 são 25: a gente começa a ficar com um número aceitável. Podemos reduzir mais? Podemos, sim”, defende. Como exemplo, o republicano citou o Ministério da Pesca. “A pesca é importante? É importantíssima para o país, mas nada que não possa ser feito dentro do Ministério da Agricultura, que já se chamou Ministério da Agricultura, da Pesca e da Aquicultura. Então, que se reduza a burocracia”.

 

Esta não é a primeira vez que o senador questiona a falta de agilidade nos órgãos governamentais e aponta para o inchaço da máquina pública. Segundo ele, os procedimentos legais precisam tramitar permitindo que projetos de desenvolvimento do país tenham continuidade. “Nós não acreditamos mais, ninguém acredita. Na quantidade de licenças, de permissões, de “mendigações” de joelhos que se tem de fazer nos órgãos públicos deste país para fazer alguma coisa andar, para produzir, para construir”.

 

Blairo finalizou apontando que a única coisa que vai fazer o Brasil sair da crise econômica é produzir mais. Alegou que enquanto o setor privado quer produzir, há impedimento da União, o que atrasa as licenças e cria complicações. “A coisa não anda. Infelizmente, nós perdemos para a guerra do papel”, indigna-se.

 

Secretarias

Ao todo são 12 órgãos do governo federal que possuem status de Ministério, sendo secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE); secretaria de Aviação Civil; secretaria de Comunicação Social (Secom); secretaria de Direitos Humanos; Secretaria da Micro e Pequena Empresa; secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; secretaria de Políticas das Mulheres; secretaria de Portos; (poderia estar no Ministério dos Transportes); secretaria-geral da Presidência da República; (tem um ministro); secretaria das Relações Institucionais; também tem um ministro; Advocacia-Geral da União: tem status de ministério; Banco Central, também tem status de ministério; Controladoria-Geral. (Com Assessoria)

 

 

Gabriele Schimanoski

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