27/03/2016 - Empresário que pagou cerca de R$ 24 milhões em propina afirma que coronel ameaçou matar seus filhos

27/03/2016 - Empresário que pagou cerca de R$ 24 milhões em propina afirma que coronel ameaçou matar seus filhos

O empresário Willians Paulo Mischur, que é investigado por ter pago  cerca de R$ 24 milhões em propinas para a suposta quadrilha liderada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), afirma que o coronel José de Jesus Nunes Cordeiro, da Polícia Militar, então secretário-adjunto de Administração, ameaçou matar seus filhos em uma tentativa de conseguir dinheiro, sem ter de passar por César Zilio, um dos operadores do sistema.

 

 

 

 

 

 

 

Como se negou a fazer o pagamento para o coronel Cordeiro, pois já entregava entre R$ 500 mil e 700 mil mensalmente ao chefe da SAD, Willians teria ouvido a seguinte ameaça: “Nunca se sabe, às vezes um caminhão passa por cima de seus filhos, acidentes acontecem”.

Isso porque, de acordo com o depoimento prestado por Willians perante à Delegacia Fazendária da Polícia Civil,coronel José Cordeiro o procurou para pedir R$ 30 mil porque estava sendo deixado de fora do esquema criminoso, então operado por Zilio, quando era secretário de Administração.

O empresário conta que então mandou blindar os carros que levam os filhos a escola. O coronel ainda teria tentado conseguir propina direta em 2014, quando Willians participou de uma nova concorrência pública, a qual estrava sob supervisão de José Cordeiro. Novamente ele se nevou a pagar, por entender já repassar o suficiente aos operadores do suposto esquema criminoso.

Consignun

O empresário Willians Paulo Mischur é dono da empresa Consignun, a qual trabalhava com as operações de empréstimos consignados junto aos servidores públicos estaduais. Para continuar a trabalhar com o Estado, o empresário conta que pagava entre R$ 500 e R$ 700 mil mensais, entre 2011 e 2014.

De acordo com o valor mínimo revelado por ele, a Consignun teria pagado R$ 24 milhões ao fim dos quatro anos. Se for levado em conta uma média simples, o pagamento de R$ 600 mil ao mês, o valor salta para R$ 28,8 milhões.

Vale lembrar que o empresário Willians Paulo Mischur foi preso durante a Operação Sodoma 2, tendo prestado depoimentos importantes para o desenrolar da terceira etapa da operação. Na casa dele foram encontrados mais de R$ 1 milhão em dinheiro.

Esta terceira fase da operação tem como objeto de investigação a compra de um terreno pelo valo de R$ 13 milhões, o qual seria apenas uma forma de “lavar” dinheiro recebido de propinas.

 

 

 

Da Redação - Jardel P. Arruda

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