27/04/2011 16h:45 “O Incra só vai funcionar com a Faca na Garganta”, desabafa Baiano Filho

O deputado Estadual Baiano Filho (PMDB) teceu duras criticas a falta de resultados demonstrada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Mato Grosso. Em clima de desabafo durante a sessão noturna desta terça-feira (26.04), o deputado classificou a atual gestão do órgão como ‘descompromissada’, por ser incapaz de apresentar soluções para os conflitos fundiários do estado.

“Nós chegamos ao parlamento com uma enorme vontade de agir, de avançar, mas somos obrigados a enxergar que se não colocarmos a faca na garganta, as coisas não acontecem, e digo isso a exemplo da postura do deputado Emanuel Pinheiro em relação às discussões em torno da Agecopa, e o mesmo acontece com o Incra, onde há anos o discurso é o mesmo; senão ao final dos nossos mandatos teremos vergonha de voltar às nossas regiões por não termos sido capazes de desempenhar nossos papéis. Não basta dizermos que o Incra sofre limitações técnicas e financeiras, ou que o problema é do Intermat, o governo precisa sensibillizar a bancada federal, os nossos senadores, e o congresso”, categorizou Baiano Filho.

Por inúmeras vezes, o deputado tem reafirmado sua postura enquanto defensor ferrenho das questões fundiárias em Mato Grosso, onde enfatiza que as questões precisam ser abraçadas como bandeira de estado, dependendo de forma fundamental do comprometimento dos Poderes Executivo e Legislativo, passando diretamente pela Presidencia da República.

“O governador Silval deveria erguer um grito junto a Assembléia Legislativa e dizer a presidente Dilma Roussef que Mato Grosso precisa de uma pessoa de confiança, compromissada, mas isso precisa ser postura de governo. Cobramos o respeito que Mato Grosso merece, e isso envolve um gestor que tenha bom transito nos governos, mas para que isso aconteça a presidente Dilma precisa dizer que quer resolver a questão e que vai colocar alguém determinado. Nosso estado precisa estar comprometido com os mais de 500 assentamentos que temos, e volto a reafirmar, a resolução das questões fundiárias precisa ser uma ação de governo”, concluiu Baiano.  

 



Naiara Martins