27/05/2011 - 09h:00 Indios invadem sede do Dsei por mais saúde

 100 indígenas das etnias Enawenê-Nawê, Irantxe Manoki e Minky, pertencentes ao pólo de Brasnorte (580 km a noroeste de Cuiabá), invadira a sede do Distrito de Saúde Indígena (Dsei) da Capital para cobrar mais investimentos na saúde. Eles alegam que faltam veículos para as equipes visitarem as aldeias, que ficam até 100 quilômetros de distância da cidade, e levarem medicamentos.

As lideranças argumentaram que a situação nas aldeias piorou após o início do processo de transição da gestão da saúde indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai), que começou no ano passado.

Segundo Paulo Sérgio Manoki, integrante da etnia Irantxe, atualmente o pólo de Brasnorte possui apenas 2 veículos e 2 motoristas para visitar todas as aldeias. Eles foram encaminhados recentemente após muitas cobranças, já que os outros carros quebraram por falta de manutenção e não foram consertados.

Porém, o número é insuficiente e eles pediram pelo menos mais 1 veículo e 1 motorista para que as equipes consigam percorrer todas as aldeias, levar medicamentos e atender os índios que estão doentes. "Graças a Deus que não tivemos nenhuma morte nesse tempo porque sempre damos um jeito, arrumamos um carro com a prefeitura ou emprestado para levar o nosso parente ao hospital".

Em algumas comunidades, a assistência é ainda pior. Os enfermeiros e técnicos precisam percorrer longos trajetos de barco. "Eles (índios) estão pedindo mais motores para que os medicamentos possam ser levados".

As lideranças alegam que pedidos de providências já tinham sido feitos por meio de ofícios, mas como não obtiveram respostas decidiram invadir a sede do distrito. No pólo de Brasnorte vivem, aproximadamente, 1,1 mil índios. (Tânia Rauber)
 
Blog: Sandra Carvalho/Ida Aguiar

 

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