27/07/2015 - “A volta de Walace seria uma condenação ao povo de VG”

O ex-governador Júlio Campos (DEM) afirmou que uma possível volta do prefeito cassado Walace Guimarães (PMDB) à Prefeitura de Várzea Grande seria uma “condenação” à população da cidade. 

Walace e seu vice, Wilton Pereira (PR), foram cassados pelo juiz da 58ª Zona Eleitoral de Várzea Grande, José Luiz Lindote, em maio passado, em razão da prática de "Caixa 2" na campanha de 2012. 

No mês seguinte, o Tribunal Regional Eleitoral negou o pedido de Walace e Wilton, que pretendiam retornar ao comando do Paço Couto Magalhães. 

“Ninguém sabe o que pode acontecer. Mas a população de Várzea Grande receberia isso quase que como uma condenação. A população iria continuar sofrendo nas mãos dele”, afirmou

“Acho que o juiz eleitoral está muito bem embasado. A decisão da Justiça seguiu o parecer do Ministério Público Eleitoral. Esse parecer veio ao encontro dos anseios da população”, afirmou. 

“O Tribunal Regional Eleitoral, através de seu relator, o doutor Lídio Modesto, também seguiu a mesma orientação. Acredito que o Tribunal continuará dando esse posicionamento”, completou. 

Júlio Campos ainda lembrou que, além dos problemas enfrentados na Justiça Eleitoral, o prefeito cassado responde a processos na Justiça comum, que também podem resultar em condenações. 

“Além disso, tem outros processos na Justiça contra ele. São processos por corrupção, por desmandos, porte de arma. Uma série de coisas que podem também pesar em uma decisão judicial”, afirmou. 

Cassação

A cassação de Walace Guimarães e Wilton Pereira atendeu pedido do Partido Democratas (DEM), em ação de investigação judicial eleitoral.

Na decisão, o juiz da 58ª zona eleitoral de Várzea Grande, José Luiz Lindote, verificou que a quebra de sigilo bancário das empresas e apoiadores de campanha mostraram "triangulações" de recursos financeiros, com o objetivo de omitir da Justiça os gastos feitos na campanha eleitoral, em 2012.

O magistrado afirmou, ainda, que a declaração de gastos de campanha, prestada em R$ 1,4 milhão, não estava em conformidade com os valores movimentados entre os aliados de Walace e as empresas que prestaram serviços ao então candidato.

Com a cassação, a segunda candidata no pleito, Lucimar Campos (DEM), assumiu a Prefeitura com seu vice Arilson Arruda (PRTB).

 

 

Camila Ribeiro 

Da Redação

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