27/08/2016 - Defesa de João Emanuel pede prisão domiciliar- Veja vídeo e lista dos envolvidos

27/08/2016 - Defesa de João Emanuel pede prisão domiciliar- Veja vídeo e lista dos envolvidos

A Polícia Judiciária Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (26) a operação “Castelo de Areia”, para cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva, sete buscas e apreensão e uma condução coercitiva. Entre os alvos está o ex-vereador da Câmara Municipal de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima.

Ele teve o mandado de prisão cumprido no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, onde foi submetido a um procedimento cirúrgico nessa quinta-feira (25) e está internado.

A investigação, comandada pela Delegacia Regional de Cuiabá em conjunto com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), apura crimes de estelionatos praticados pela organização criminosa, que age em todo o Estado de Mato Grosso aplicando variadas formas de golpes, deixando prejuízos que ultrapassam R$ 50 milhões para um dos golpes.

Uma das vítimas afirma que o vice-presidente da empresa Soy Group, o advogado João Emanuel, teria utilizado um falso chinês para ludibriá-lo em um suposto investimento com parceria com a China, fazendo com que o investidor emitisse 40 folhas de cheque, que juntas somam o valor de R$ 50 milhões.

As ordens de prisão e buscas são da Vara do Crime Organizado e cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Um dos locais de buscas é o prédio do Soy Group, localizado na Avenida Rubens de Mendonça (CPA), ao lado da loja Havan e fundos do supermercado Comper.

João Emanuel é apontado como Vice-Presidente da Soy, que teria braços em Cuiabá e Várzea Grande. Também foram presos Shirlei Aparecida Matsucka e Valter Dias Magalhães Junior, casados, identificados pela investigação policial como sócios majoritários da Soy. Eles são proprietários de uma suntuosa residência em Chapada dos Guimarães.

Eles teriam sido detidos lá, mas fugiram, e foram detidos em Itaberaí, no estado de Goiás. Marcelo de Melo Costa, colaborador e agenciador, e Evandro José Goulart, representante financeiro, também foram presos. Lázaro Roberto Moreira, diretor jurídico da empresa, é alvo da condução coercitiva.

Sete vítimas já foram identificadas. Uma delas investiu R$ 1 bilhão a ser intermediado, o que não aconteceu. A empresa que faria a intermediação com a China nunca o fez. 

As denúncias começaram a chegar, através das vítimas, há cerca de 1 mês. Elas começaram a fazer cobranças de um retorno. Como não estava tendo retorno, procuraram a polícia. “Esse grupo oferecia empréstimos a juros baixas, vendendo fumaça a esses clientes. E eles acabavam acreditando em uma farsa muito bem montada”, explica o delegado Flávio Stringueta.

Veja vídeo do delegado explicando como agia a quadrilha: www.youtube.com/watch?v=T9zqfJ2WE-4

 

 

Redação do GD

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