27/09/2011 - Ambientalistas em balsa recolhem lixo das margens do Rio Vermelho

OO final de semana foi de muito trabalho e aventura para os ambientalistas de Rondonópolis, que participam de ONG’s ambientais da cidade e desenvolvem diversos trabalhos de conscientização. Um grupo de oito pessoas saiu em uma balsa em direção às propriedades que margeiam o Rio Vermelho, na altura da Rodovia do Peixe, para recolherem fardos de lixo embalados pelos moradores e visitantes do local.

O projeto ‘Água Limpa Pantanal’ é coordenado pelo grupo Aventureiros do Futuro, que além da balsa que a cada “passeio” recebe um novo nome, também já construiu o ‘Titanlitro’, utilizado em outras ações ambientais. A balsa é feita de materiais recicláveis, como madeira e garrafas pet e desmontada no final de cada aventura. Nesta ação ela recebeu o nome de ‘Lixeirinha’.

O grupo partiu neste sábado (24) com roupas, barracas e comida para retornarem somente no domingo (25), já com a missão cumprida. O ponto de partida foi no encontro das águas do córrego Arareau e Rio Vermelho, aos fundos do Cais de Rondonópolis.

Os fardos para armazenar o lixo foram distribuídos pelos ambientalistas, durante a Piracema, com a autorização da Justiça para fazer o trajeto no Rio Vermelho. Os moradores do local se comprometem a fazer o embalo e no dia do recolhimento uma empresa auxilia levando a carga de caminhão. Ao chegar à cidade, o lixo é separado e recebe a destinação final.

Neste final de semana, o grupo teve dificuldades com o forte vento e chegou próximo ao destino por volta de 16h do sábado. Conforme a ambientalista Vânia Moura, que acompanhou o grupo por terra, além de recolherem os fardos, também foi feita uma limpeza numa praia existente no local. Lá, muitas pessoas passam o dia e acabam deixando lixo espalhado. “Também orientamos para que cada um recolha tudo que levou e não deixe nada jogado lá”, explicou.

Este é o segundo ano do projeto ‘Água Limpa Pantanal’, que não caminha sozinho. A Associação dos Aventureiros do Futuro foi criada há 14 anos e realiza ações de reflorestamento e preservação, principalmente no Arareau e Rio Vermelho. Seus idealizadores, Clevison Neves Santana, 41 anos, e José Ferreira, o “Zezão”, 57 anos, são pescadores e moram às margens do Arareau, próximo ao Cais de Rondonópolis.

Nesta etapa, o projeto teve a participação de representantes das ONG’s Amigos do Lajeadinho, Amigos do Arareau e Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental (Arpa), além de quatro alunos do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). “As parcerias são importantes para continuar com o projeto”, destacou Clevison Santana, pescador e ambientalista.

Casos

O trabalho dos ambientalistas, além de ser muito importante para a natureza e preservação do Rio Vermelho e suas margens, é recheado de histórias da falta de conscientização das pessoas. Há poucos meses, em uma das ações na ponte da Rua Pedro Ferrer, na Vila Aurora, enquanto o grupo recolhia lixo do Arareau, um morador parou seu carro e despejou sacos de lixo para baixo. O grupo estava quase terminando o trabalho e foi surpreendido por sacos caindo sobre suas cabeças.

Em outra ocasião, uma pessoa teve a audácia de ir até a margem do Rio Vermelho, no Cais, e jogou um monitor de computador dentro do rio. Ambientalistas flagraram o crime e conseguiram tirar o objeto da água. Em outro dia de recolhimento de lixo foram retirados animais mortos, sofá, geladeira e fogão do rio. Um verdadeiro exemplo da falta de compromisso da sociedade com o próprio meio em que vive.

 

Foto: Dayane Pozzer/OD

De Rondonópolis - Dayane Pozzer

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