27/12/2011 - Polícia inicia diligências com visitas a amigos e vizinhos de estudante desaparecida e requer imagens do banco

 

Após ouvir o depoimento de familiares da estudante Maiana Mariano Vilela, 16 anos, desparecida há cinco dias, investigadores do Setor de Desaparecidos da Polícia Civil iniciaram hoje (26) as diligências pelo bairro onde ela reside. Eles também vão até a agência bancária do Itaú na avenida Brasil, no bairro CPA II, para solicitar as imagens do circuito interno. 
 
A quebra do sigilo telefônico da jovem deve ser solicitada na terça-feira (27) pela delegada Anaíde Barros, responsável pelo caso. No entanto, as diligências que começaram hoje são comandadas pela investigadora Lauriane de Lar. Ela já ouviu o pai de Maiana, o cabo da Polícia Militar Elson Vilela, além do namorado da moça, Rogério Silva Amorim, a prima Polyana Martins e a sogra. 
 
A polícia também pretende ouvir os vizinhos e alguns amigos de Maiana nesta fase de coleta de informações. A intenção é obter o máximo possível de informações que possam ajudar na localização da jovem, ou auxiliar na descoberta de alguém que pode estar envolvido no desparecimento da moça. 
 
O pai da garota não tinha muita informação a fornecer à polícia, já que não mora em Cuiabá e convivia muito pouco com a filha, que passou a viver com a mãe após a separaçã do casal. Separado há muitos anos, Vilela diz que não mantinha contato com a mãe da garota e apenas recebera visitas esporádicas da adolescente durante as férias. Ele contou ainda que só soube do relacionamento de Maiana com Rogério, 22 anos mais velho, após o desparecimento da filha. 
 
A família está desesperada, conforme expressa a prima Polyana Martins, 28 anos. Ela conta que era muito próxima da jovem e diz que as duas estavam sempre juntas. Neste período em que estava de férias, a adolescente ficava muito tempo na casa da sogra, mas quando não estava com Rogério estava com a prima.
 
A sogra foi quem se preocupou com a jovem e foi a primeira a ligar no celular dela por volta das 17h de quarta-feira (21), no entanto o aparelho só chamava. Depois das 18h30, quando Rogério já retornara do trabalho, o celular da adolescente já dava sinal de desligado. 
 
Rogério conta que conheceu Maiana há um ano. Em março deste ano ele a presentou com uma motocicleta Honda Biz, veículo este que foi utilizado pela adolescente, mesmo sem habilitação, para ir até o banco descontar o cheque de R$ 500 dado também pelo namorado para pagar o caseiro da chácara e comprar uma sandália que seria usada na noite de Natal. 
 
Na delegacia, Rogério contou, em entrevista, que era casado quando iniciou o relacionamento com Maiana e a mulher inicialmente não aceitou ser trocada por uma adolescente. "É claro que ela não aceitou. Que mulher de 36 anos aceitaria ser traída por uma menina de 16? Mas ela trabalha comigo e não há problema", comentou antes de prestar depoimento à polícia. 
 
Rogério é empresário do ramo da construção civil e garante que a adolescente não via problema em ele manter a ex-mulher na empresa, mas costumava ligar para confirmar se ele estava no local de trabalho. O namorado ressalta ainda que sempre chegava em casa por volta das 18h, não dando motivo para que a namorada desconfiasse dele. 
 
O empresário já foi casado com outras três mulheres e possui três filhos, todos moram com ele. Maiana já era a quarta esposa de Rogério.
 
Da Redação - Alline Marques

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