2701/2015 - Pontes da BR-158 entre Santana do Araguaia e Redenção são “armadilhas puras”

Uma das principais rodovias que corta o sul do Pará e o Nordeste de Mato Grosso, na região conhecida como Araguaia, e que é responsável pelo escoamento da produção de soja e milho colhida nos estados do Mato Grosso e Pará, a BR-158, é o retrato do descaso e abandono do governo federal.

 

Considerada como portal de entrada da região sul do Pará, a Rodovia BR-158, em um trecho de 110 quilômetros, que liga Redenção ao distrito de Casa de Tábua, possui pontes que são verdadeiras armadilhas. Há mais de décadas esperando por reforma e reconstrução, as pontes construídas sobre os rios Inajazinho e Inajazão, funcionam como verdadeiras ‘’arapucas’’ para motoristas de caminhões, vans, ônibus e carros de passeio que diariamente trafegam pela estrada.

 

Pela BR-158 passam dezenas de Bi-trens, com toneladas de soja e milho, produzidas no norte de Mato Grosso e Sul do Pará.  Os principais problemas enfrentados pelos motoristas são pontes improvisadas com grades de metal, que foram construídas há mais de duas décadas, como medida paliativa.

 

O que era para ser temporário, desde então, se tornou permanente. Os 63 metros de extensão da ponte sobre o igarapé Inajá têm placas de metal danificadas e com visíveis sinais de deterioração. Além disso, a estrutura não possui nenhuma proteção para o tráfego de veículos.

 

O descaso com a preservação das pontes e a má qualidade da pavimentação, encarece o frete, e prejudica o escoamento da safra de grãos dos dois estados como conta o motorista Armando José Filho.

 

“Eu passo por aqui, mas sei do risco que corro com falta de estrada adequada e pontes regulares”. O jeito é cobrar mais caro pelo frete e se aventurar nessas armadilhas, que representam uma verdadeira vergonha para uma região e um estado rico como o Pará’’, desabafa o motorista.

 

O asfalto de má qualidade e trechos com muitos buracos faz parte do conjunto de desafios que os motoristas que transportam a produção agrícola enfrentam constantemente.  Uma empresa contratada pelo DNIT para fazer a recuperação do trecho de Redenção até a cidade de Vila Rica, no Mato Grosso, paralisou o trabalho por falta de pagamento e não há previsão de quando serão retomadas as obras.

 

Dezenas de acidentes já foram registrados envolvendo carros de pequeno, médio e grande porte, assim como motocicletas, sobre as perigosas pontes, onde grande parte das  ocorrências houve vítimas fatais.

 

O morador da região Francisco da Silva, que passa há anos passa por sobre as  mesmas ponte, revela que a situação é um caos. “Sinto-me envergonhado. Este é meu caminho há anos e a falta de vontade que vejo dos nossos representantes em trabalhar para acabar com essas pontes perigosas, assassinas que muito prejuízo tem causado a motoristas e ceifados vida de pessoas inocentes”, relata o motorista.

 

Nossa reportagem constatou que a maioria das pontes possui ao lado uma pré-estrutura para execução de obras que substituiriam as atuais, que estão deteriorando com o tempo. Ainda no trecho existem pontes de madeira que foram construídas como algo provisório mais que pelo que parece ficarão por décadas como o paliativo. 

 

 

Fonte: Jornal da Noticia com Dinho Santos

Comentários

Data: 24/02/2015

De: edilson

Assunto: caminhao basculante

Asim que precisarem de um caminhao basculante para trabalharem eu tenho meu telefone é 044 -91682700 edilson.

Data: 16/02/2015

De: ppatricia

Assunto: estradas. pontes

os políticos apenas querem e nosso dinheiro q d tão pouco. e nada fszem pelos nossos heróis motoristas

Data: 27/01/2015

De: O povo

Assunto: estrada

Infelizmente os político não tem vergonha na cara!

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