28/02/2015 - "Falar em trocar VLT pelo BRT é pura demagogia", diz Maluf

O presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Guilherme Maluf (PSDB), classificou como “demagogia” o discurso sobre uma uma possível troca no modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande. 

O Governo do Estado tem admitido a retomada do projeto do Bus Rapid Transport (BRT), em detrimento do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 

“Falar em trocar o VLT para o BRT é demagogia, falta de conhecimento técnico. Seria jogar fora R$ 1 bilhão, montante que já foi aplicado”, afirmou ele, durante pronunciamento na tribuna da AL, nesta quinta-feira (26). 

No entendimento de Maluf, o BRT seria um retrocesso já que, segundo ele, o VLT é um modal de transporte mais rápido, eficiente, moderno, ecológico e confortável. 

Maluf é um dos parlamentares que estiveram na Europa, em 2011, para conhecer o sistema de funcionamento, o sistema de bilhetagem, de controle e de operacionalização do VLT.

Na ocasião, participaram da viagem o então secretário da Copa, Eder Moraes, os então deputados estaduais José Riva (PSD) e Sérgio Ricardo e o governador à época, Silval Barbosa (PMDB). 

No seu pronunciamento, Maluf lembrou a viagem. “Quando eu defendi aqui [na Assembleia Legislativa] o VLT, é porque era e é o melhor modal, fui anteriormente verificar como funcionava esse meio de transporte na Europa”, disse ele. 

Apesar de Maluf criticar uma possível mudança, o próprio governador Pedro Taques (PDT) já afirmou que a possibilidade de implantação do BRT não está descartada. 

Segundo Taques, no entanto, um estudo do VLT é que definirá a viabilidade de implantação do modal. 

Além disso, o tema será discutido em audiências públicas com a população. 

“Gastança”

O presidente da Assembleia, contudo, admite a necessidade de uma análise da aplicação dos recursos e da execução da obra inicialmente orçada em R$ 1,4 bilhão, mas cujo valor pode chegar a R$ 2 bilhões. 

“Temos que analisar é a forma como foi feita a execução das obras. Essa Casa de Leis tem a obrigação de apurar de que forma foi aplicado o dinheiro. Tínhamos a Comissão de Acompanhamento das Obras da Copa e faço uma crítica: no meu modo de ver, deixou a desejar. Até quis fazer parte dessa comissão na época, mas não permitiram. Mas, faz parte da democracia, entendi”, disse ele. 

A Assembleia discute, inclusive, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar eventuais irregularidades nas obras do VLT, assim como nasdemais obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. 

 

 

Camila Ribeiro 
Da Redação

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